Internado desde quinta, cacique Raoni tem evolução positiva no quadro clínico
O cacique Raoni Metuktire, de 93 anos, continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dois Pinheiros, em Sinop (MT), mas apresentou melhora no quadro clínico nas últimas horas. A informação foi confirmada por Patxon Metuktire, sobrinho-neto do líder indígena, em entrevista à Agência Brasil.
De acordo com o familiar, Raoni tem reagido bem ao tratamento contra pneumonia e complicações provocadas pela Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), enfermidade que acompanha o cacique há alguns anos. Ele está hospitalizado desde a última quinta-feira (14).
“Meu avô sofre de DPOC e, nesta semana, apresentou piora no estado de saúde, por isso decidimos interná-lo. Ele permanece na UTI, mas desde ontem houve melhora na saturação, que estava entre 93 e 95 e agora chegou a 97. Os médicos estão otimistas”, relatou Patxon.
Ainda segundo ele, o líder indígena está sendo acompanhado por especialistas das áreas de cardiologia e pneumologia. “Hoje ele até tomou café e está se sentindo muito melhor”, acrescentou. Raoni deverá realizar novos exames nos próximos dias para acompanhamento da evolução do tratamento.
O primeiro atendimento ocorreu na terça-feira (12), quando o cacique apresentou indisposição e foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peixoto de Azevedo. Em seguida, foi encaminhado ao Hospital Regional da cidade e, posteriormente, transferido para o Hospital Dois Pinheiros, em Sinop, a pedido da família.
Reconhecido internacionalmente pela defesa dos povos indígenas e da preservação ambiental, Raoni Metuktire recebeu recentemente a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, maior honraria concedida pelo Estado brasileiro.
O cacique ganhou projeção mundial nos anos 1970, ao se posicionar contra a construção da rodovia Transamazônica durante o regime militar. Em 1989, iniciou sua primeira turnê internacional após conhecer o músico Sting na Amazônia. Desde então, percorreu diversos países levando a pauta da preservação da floresta amazônica e dos direitos dos povos originários a líderes políticos, religiosos e chefes de Estado.
Por Paraíba Master