3 de outubro de 2026
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Irã ameaça alta do petróleo a US$ 200 após ataques no Golfo Pérsico

 Irã ameaça alta do petróleo a US$ 200 após ataques no Golfo Pérsico

Foto: Reprodução

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O comando militar do Irã alertou nesta quarta-feira (11) que os preços do petróleo podem chegar a US$ 200 por barril, em meio a ataques recentes contra navios mercantes no Golfo Pérsico e alvos israelenses. A declaração, dirigida aos Estados Unidos, ressalta a influência do país sobre a segurança energética na região.

Nos últimos dias, o Irã realizou ataques contra Israel e outras localidades do Oriente Médio, demonstrando capacidade de reação mesmo após os bombardeios considerados pelo Pentágono como os mais intensos conduzidos pelos EUA e por Israel até o momento.

Embora os preços do petróleo tenham recuado depois do pico registrado no início da semana, e os mercados de ações tenham se recuperado, o Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — segue inseguro para a navegação, caracterizando a maior interrupção do fornecimento desde as crises da década de 1970.

Segundo Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do comando militar iraniano, o preço do petróleo está diretamente ligado à estabilidade regional, que, segundo ele, foi comprometida pelas ações dos EUA e aliados. Zolfaqari também ameaçou retaliar instituições financeiras que mantenham relações com os Estados Unidos ou Israel e recomendou que a população se afaste desses bancos.

Enquanto isso, autoridades israelenses admitem, em privado, que o governo iraniano consegue resistir à ofensiva, sem sinais de que Washington esteja prestes a encerrar a campanha militar. Multidões participaram de funerais em Teerã de comandantes mortos em ataques aéreos, exibindo retratos do líder supremo morto, aiatolá Ali Khamenei, e de seu filho Mojtaba, que sofreu ferimentos leves no início do conflito.

Na terça-feira, militares iranianos afirmaram ter lançado mísseis contra uma base dos EUA no norte do Iraque, o quartel-general naval norte-americano no Bahrein e alvos em Israel. Explosões foram relatadas no Bahrein, e em Dubai quatro pessoas ficaram feridas após a queda de drones próximos ao aeroporto.

A crise afetou o tráfego aéreo: o Departamento de Aviação Civil do Bahrein desviou voos comerciais e de carga para outros aeroportos para garantir a operação segura das aeronaves. Em Teerã, moradores relatam adaptação aos ataques noturnos, que forçaram centenas de milhares a deixarem a cidade e deixaram o ar carregado de fumaça proveniente de incêndios ligados a petróleo.

No Golfo Pérsico, três navios mercantes foram atingidos por projéteis não identificados, elevando para 14 o número de embarcações afetadas desde o início da guerra. Entre eles estão um cargueiro de bandeira tailandesa, que teve a tripulação resgatada após incêndio, um navio de contêineres japonês e outro registrado nas Ilhas Marshall.

Os preços do petróleo chegaram a quase US$ 120 por barril na segunda-feira, mas caíram para cerca de US$ 90, refletindo a expectativa de investidores de que os EUA consigam negociar uma saída do conflito e reabrir o Estreito de Ormuz em breve.

Autoridades dos EUA e de Israel afirmam que a campanha militar tem como objetivo limitar a atuação do Irã fora de suas fronteiras e destruir seu programa nuclear, ao mesmo tempo em que incentivam protestos internos contra o governo clerical. Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, afirmou que a operação continuará sem prazo definido até que os objetivos sejam alcançados.

O prolongamento do conflito tende a impactar a economia global, e caso o governo iraniano permaneça no poder, Teerã poderá se declarar vitorioso. Até o momento, mais de 1.300 civis iranianos morreram desde o início dos ataques aéreos de EUA e Israel, de acordo com o embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani. Ataques iranianos contra Israel resultaram na morte de pelo menos 11 civis e dois soldados israelenses no Líbano, enquanto sete militares norte-americanos morreram e cerca de 140 ficaram feridos.

Por Paraíba Master

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