Irã cria órgão para controlar Estreito de Ormuz e cobrar pedágio de navios
O governo do Irã anunciou nesta segunda-feira (18) a criação de um novo órgão para administrar o Estreito de Ormuz, rota marítima considerada estratégica para o comércio mundial de petróleo e gás. A medida ocorre em meio ao bloqueio imposto por Teerã na região e à intenção de cobrar pedágios de navios que utilizarem a passagem.
A informação foi divulgada pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano por meio de uma publicação na rede social X. O comunicado compartilhava uma postagem da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA), novo organismo que promete fornecer “informações em tempo real sobre as operações” no estreito. A publicação também foi replicada pela Marinha da Guarda Revolucionária do Irã.
Embora as funções da nova autoridade ainda não tenham sido detalhadas oficialmente, a publicação especializada Lloyd’s List informou que o órgão poderá atuar na autorização do trânsito de embarcações e na cobrança de taxas de passagem no Estreito de Ormuz.
No começo do mês, a emissora estatal iraniana Press TV já havia indicado que a criação da PGSA faz parte de uma estratégia para fortalecer a soberania iraniana sobre a região.
O Estreito de Ormuz permanece com o tráfego marítimo severamente restrito desde o início do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, iniciado em 28 de fevereiro. Um cessar-fogo considerado instável está em vigor desde 8 de abril.
O controle iraniano sobre a rota elevou a tensão nos mercados internacionais, já que, antes da guerra, aproximadamente 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo passavam pelo estreito.
Desde o início da crise, autoridades iranianas afirmam que a navegação na região “não voltará ao padrão anterior à guerra”. No mês passado, o governo também informou ter recebido os primeiros pagamentos relacionados à cobrança de pedágio de navios que cruzaram a área.
Por Paraíba Master