Israel planeja zona de segurança no sul do Líbano e demolição de vilarejos
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou nesta terça-feira (31) que os planos de Israel são ocupar militarmente a maior parte do sul do Líbano e destruir casas na região da fronteira entre os dois países, mesmo após o fim da sua guerra contra o grupo terrorista Hezbollah.
“Ao final da operação, as Forças Armadas de Israel se estabelecerão em uma zona de segurança dentro do Líbano, em uma linha defensiva contra mísseis antitanque, e manterão o controle de segurança sobre toda a área até o rio Litani”, afirma Katz em declaração por meio de um vídeo publicado por seu ministério.
Segundo o ministro, a ocupação irá durar até depois das operações contra o Hezbollah. Katz não declarou nenhum prazo específico; entretanto, disse que, no período, todas as casas de vilarejos entre o sul do Líbano e Israel serão demolidas, seguindo um modelo adotado por Israel na Faixa de Gaza.
“Todas as casas nas aldeias adjacentes à fronteira no Líbano serão demolidas de acordo com o modelo de Rafah e Beit Hanoun, em Gaza”, disse Katz. Afirmou também que os libaneses deslocados serão “completamente impedidos” de retornar no período. A justificativa dele é criar uma espécie de “faixa segura” até o norte do país, que faz fronteira com o Líbano, esteja seguro.
O porta-voz do Exército israelense também declarou que suas tropas estão preparadas para continuar a guerra no Irã por semanas. O governo israelense, entretanto, disse que o conflito já ultrapassou metade do seu tempo de duração.
Mais de 1,2 milhão de deslocados
Mais de 1,2 milhão de libaneses foram deslocados pela guerra entre Israel e Hezbollah, guerra essa que já chegou a matar ao menos mil pessoas no Líbano, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).
Dentre os moradores que tiveram que deixar suas casas, há também famílias brasileiras. De acordo com o Itamaraty, 22 mil brasileiros moram no Líbano.
De acordo com a ONU, 472 prédios escolares estão sendo usados como abrigos coletivos no país, além de haver famílias vivendo em carros e barracas nas ruas.
Por Paraíba Master