Justiça converte prisão de tenente acusado na chacina do Conde em medidas cautelares
Foto: Ewerton Correia/TV Cabo Branco
A Justiça da Paraíba converteu a prisão preventiva do tenente Alex William de Lira Oliveira, investigado por participação na chacina do Conde, em medidas cautelares, conforme decisão publicada nesta quarta-feira (12) pelo juiz Anderly Ferreira Marques. O caso, que chocou a população paraibana, aconteceu em 15 de fevereiro deste ano e resultou na morte de cinco jovens na Grande João Pessoa.
De acordo com informações do Portal G1, o militar é um dos seis policiais investigados por homicídio e fraude processual. Os demais acusados já haviam obtido o mesmo benefício em setembro. À época, Alex estava fora do país, o que, segundo a Justiça, dificultava o andamento do processo e a coleta de provas. O tenente foi preso no último dia 6 de novembro, após retornar ao Brasil, e sua defesa alegou que ele estava em viagem de férias autorizada pela corporação.
Entre as medidas impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, o afastamento das funções operacionais da Polícia Militar, o recolhimento domiciliar entre 20h e 5h, além da proibição de contato com familiares das vítimas e outros investigados. Também foi determinado que o acusado compareça mensalmente em juízo e não se ausente da comarca de residência por mais de 10 dias sem autorização judicial.
A chamada chacina do Conde ocorreu após a interceptação de um veículo ocupado por cinco jovens, que segundo a PM, planejavam vingar um feminicídio cometido horas antes. Todos os ocupantes foram mortos a tiros durante a ação policial. As vítimas foram identificadas como Fábio Pereira da Silva Filho (26), Emerson Almeida de Oliveira (25), Alexandre Bernardo de Brito (17), Cristiano Lucas (17) e Gabriel Cassiano de Sousa (17) — este último, filho da mulher assassinada no feminicídio que teria motivado o episódio.
Por Paraíba Master