1 de outubro de 2026
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Maior retrospectiva de Vik Muniz chega ao Rio de Janeiro com obras inéditas e monumentais

 Maior retrospectiva de Vik Muniz chega ao Rio de Janeiro com obras inéditas e monumentais

Foto: Divulgação

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Após passagens por Recife e Salvador, a maior retrospectiva do artista plástico Vik Muniz desembarca no Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) a partir do dia 20, trazendo novidades e obras inéditas. A exposição, intitulada Vik Muniz – A Olho Nu, poderá ser visitada até 7 de setembro, de quarta a segunda-feira, das 9h às 20h. A entrada é gratuita, com ingressos disponíveis na bilheteria ou pelo site do CCBB. Nas cidades anteriores, a mostra atraiu mais de 150 mil visitantes.

Com curadoria de Daniel Rangel, a retrospectiva reúne quase 250 trabalhos, incluindo fotografias e esculturas, abrangendo mais de 40 anos de carreira do artista. Segundo o curador, trata-se de uma oportunidade única de observar séries de diferentes fases da trajetória de Vik Muniz lado a lado.

“As obras do artista capturam a atenção do público por meio do humor e da familiaridade, utilizando materiais do dia a dia como brinquedos, chocolate e revistas. Isso aproxima as pessoas da arte, tornando-as parte do processo criativo”, explica Rangel. Diferentemente de outros artistas que buscam distanciamento, Muniz busca criar conexões, levando sua poética para além das artes visuais e engajando o público em experiências criativas.

Entre as novidades para o Rio está a escultura Tropeognathusmesembrinus, um pterossauro gigante produzido em parceria com o Museu Nacional, utilizando polímero infundido com cinzas do equipamento após o incêndio de 2018. A peça ficará suspensa na Rotunda do CCBB RJ, com 8,20 metros de envergadura e 2,55 metros de comprimento, podendo ser vista de diferentes ângulos.

Outras duas obras inéditas também chegam à capital fluminense: um tapete circular de 10 metros de diâmetro, estampado com a obra Medusa Marinara (1997), e a escultura Ferrari Berlinetta (2014/2026), da série Veículos Mnemônicos, que recria em tamanho real um carrinho de brinquedo da infância do artista, com mais de quatro metros de comprimento e 650 quilos.

André Telles/Divulgação

No total, a exposição apresenta 43 séries, com fotografias e esculturas restauradas, recriadas ou produzidas em novas edições, incluindo seis séries inéditas no Rio: Principia (1997–2002), Verso (2008/2012), Veículos Mnemônicos (2014/2026), Museu de Cinzas (2019/2026), Colônias (2014–2016) e Os Arquivos de Weimar (2004).

Rangel ressalta que a retrospectiva também funciona como prospectiva para o artista, que aproveita a oportunidade para revisitar ideias antigas e desenvolver novos trabalhos. “Vik está empolgado, criando obras inéditas e expandindo sua prática artística de maneira inédita”, conclui o curador.

Por Paraíba Master

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