27 de setembro de 2026
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Mendonça nega participação do ex-diretor do BC na CPI sobre Crime Organizado

 Mendonça nega participação do ex-diretor do BC na CPI sobre Crime Organizado
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O ex-servidor do Banco Central Paulo Sérgio Neves foi dispensado de depor à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em sua decisão, o relator da investigação do Banco Master ressaltou que o investigado tem o direito de não produzir provas contra si mesmo durante o processo de apuração. E que ao ex-diretor do Banco Central cabe a “faculdade de comparecer ou não”, sem previsão de punição caso não compareça.

Estava previsto que o depoimento do ex-funcionário do Banco Central ocorresse nesta quarta-feira (18). Se o economista optar por comparecer em uma nova data, Mendonça assegurou a Paulo Sérgio o direito de permanecer em silêncio e de não ser obrigado a dizer a verdade.

Assim como o economista cumpre a medida cautelar usando tornozeleira eletrônica, Mendonça determinou que a Polícia Federal defina as diretrizes logísticas para o deslocamento dele ao Senado Federal.

O relatório da Polícia Federal caracteriza Paulo Sérgio como um “consultor informal” de Daniel Vorcaro, desempenhando um papel em favor do banqueiro em questões ligadas ao Banco Central. Por outro lado, o servidor da autoridade monetária teria recebido benefícios impróprios.

De acordo com a Polícia Federal, como parte de sua “consultoria”, Paulo Sérgio analisava minutas de documentos e comunicações institucionais produzidas pelo Banco Master e enviadas ao Banco Central, propondo modificações e ajustes antes que os documentos fossem formalizados perante a autarquia supervisora.

Vorcaro teria utilizado contratos falsos de prestação de serviços, por meio de uma empresa de consultoria, como uma das vantagens recebidas pelo servidor, para justificar as transferências de dinheiro feitas em benefício de Paulo Sérgio.

Por Paraíba Master

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