1 de outubro de 2026
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Ministra Macaé Evaristo critica esvaziamento dos direitos humanos e alerta para “lei do mais forte” no cenário global

 Ministra Macaé Evaristo critica esvaziamento dos direitos humanos e alerta para “lei do mais forte” no cenário global

Foto: Reprodução

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A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, afirmou na noite desta segunda-feira (26) que os princípios que fundamentam a Carta dos Direitos Humanos vêm sendo abandonados por grupos que concentram poder em diferentes países. Segundo ela, valores como democracia e soberania estariam sendo distorcidos para legitimar a imposição da força sobre povos e nações mais vulneráveis.

Durante evento realizado na Casa do Povo, no bairro do Bom Retiro, região central de São Paulo, a ministra avaliou que compromissos históricos firmados após grandes conflitos mundiais estão sendo desconsiderados. Para Macaé, há uma tentativa de apagar pactos internacionais relacionados ao respeito à autodeterminação dos povos e à convivência entre nações.

A Casa do Povo, onde a declaração foi feita, é um centro cultural fundado pela comunidade judaica no pós-Segunda Guerra Mundial, em memória das vítimas do nazismo. O espaço também teve papel relevante na resistência à ditadura militar no Brasil.

Ao longo da tarde, a ministra visitou instituições judaicas localizadas no Bom Retiro, entre elas o Memorial do Holocausto e a entidade beneficente Ten Yad. Ela também percorreu áreas da região marcadas por denúncias recorrentes de violações de direitos humanos.

O diretor da Casa do Povo, Benjamin Seroussi, destacou que o território enfrenta uma série de conflitos sociais, como despejos de comunidades vulneráveis, remoções de equipamentos culturais e violência contra pessoas em situação de rua. Segundo ele, a trajetória histórica da comunidade judaica impõe o compromisso de enfrentar o antissemitismo em diálogo com outras formas de opressão presentes no território.

Seroussi ressaltou ainda que a memória das perseguições do passado deve servir como alerta permanente diante das desigualdades e violações que persistem no presente.

Por Paraíba Master

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