26 de setembro de 2026
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Domiciliar de Bolsonaro é liberada agora por Alexandre Moraes

 Domiciliar de Bolsonaro é liberada agora por Alexandre Moraes

Foto: Reprodução

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Ex-presidente deixará a Papudinha para se recuperar em casa após internação por broncopneumonia; medida humanitária será reavaliada após três meses

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta terça-feira (24) conceder prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo prazo inicial de 90 dias. A decisão atende ao pedido da defesa e ao parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se manifestou na véspera pela transferência do ex-presidente para o regime domiciliar .

A medida foi autorizada para que Bolsonaro possa se recuperar da broncopneumonia bacteriana que o levou à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no último dia 13. De acordo com a decisão de Moraes, após o período de 90 dias, a situação será reanalisada, inclusive com a possibilidade de nova perícia médica, para avaliar a manutenção dos requisitos que justificam o regime domiciliar

Parecer da PGR destaca risco à saúde

Nesta segunda-feira (23), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou ao STF parecer favorável à concessão da prisão domiciliar humanitária. No documento, Gonet argumentou que a manutenção do regime fechado aumenta a vulnerabilidade do ex-presidente e que o quadro clínico de Bolsonaro “demanda atenção constante e atenta” .

“Está demonstrado que o estado de saúde do postulante da prisão domiciliar demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto para propiciar”, escreveu o procurador-geral em sua manifestação .

Gonet destacou ainda que a equipe médica do ex-presidente apontou que seu quadro de “multimorbidades graves expõe a integridade vital do ex-presidente a risco iminente, sobretudo em face da possibilidade de novos, súbitos e graves episódios de mal-estar

Internação em UTI e quadro de saúde

Bolsonaro, de 71 anos, foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, no dia 13 de março, após apresentar um quadro súbito de mal-estar na cela onde cumpria pena no Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha . Diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração — quando líquido do estômago atinge os pulmões —, o ex-presidente precisou ser levado à UTI em estado grave .

Segundo boletins médicos, Bolsonaro teve queda na saturação de oxigênio, febre alta, calafrios e sudorese. Na ocasião, os médicos relataram que ele apresentou “injúria renal aguda” e foram utilizadas três classes diferentes de antibióticos para debelar a infecção .

Na noite de segunda-feira (23), a equipe médica informou que Bolsonaro teve “evolução favorável” e recebeu alta da UTI, sendo transferido para um quarto, onde segue em tratamento com antibioticoterapia intravenosa e fisioterapia respiratória e motora.

Por Paraíba Master

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