Moraes entrega evidências contra Eduardo Bolsonaro ao procedimento administrativo da PF
O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acatou um pedido da PF (Polícia Federal) e permitiu o compartilhamento de evidências coletadas contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) na apuração por coação. Com a aprovação, o conteúdo poderá ser empregado em processo administrativo disciplinar instaurado contra ele.
Eduardo, escrivão aprovado em concurso da Polícia Federal, foi afastado do cargo em janeiro, período em que a instituição também iniciou um processo administrativo.
A investigação na corporação abrange ausências não justificadas ao trabalho e postagens em redes sociais nas quais ele supostamente “ameaçou e expôs” colegas que estavam envolvidos em investigações ligadas a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A corporação declara que a conduta pode ser considerada um ato de improbidade administrativa e transgressão disciplinar, pois fere os princípios da administração pública e compromete a função policial.
Inquérito no STF
O ministro Alexandre de Moraes instaurou o Inquérito 4.995 em maio de 2025, atendendo a um pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).
Na representação, a PGR alegou que o ex-parlamentar teria feito declarações públicas e postagens nas redes sociais solicitando que autoridades dos EUA impusessem sanções contra ministros do STF, membros da PGR e policiais federais envolvidos em investigações ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a procuradoria, as manifestações teriam um caráter intimidador e poderiam ser consideradas delitos como coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A solicitação da PF agora visa empregar os elementos coletados nesse inquérito para apoiar a investigação administrativa realizada internamente pela instituição.
O ex-deputado teve seu mandato na Câmara dos Deputados cassado por exceder o número permitido de ausências, conforme decisão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Por Paraíba Master