MPPB ajuíza ação contra Estado, municípios de JP e Cabedelo por danos ambientais na Bacia do Rio Jaguaribe
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O Ministério Público da Paraíba ajuizou uma ação civil pública contra as prefeituras de João Pessoa e Cabedelo, o Governo do Estado, a Superintendência de Administração do Meio Ambiente e a Companhia de Água e Esgoto da Paraíba, com o objetivo de obrigar os entes a adotarem medidas emergenciais para conter a degradação ambiental na bacia do Rio Jaguaribe.
Na ação, o órgão pede a concessão de liminar que determine uma série de providências imediatas, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia para cada um dos demandados em caso de descumprimento.
Medidas emergenciais e fiscalização
Entre os principais pedidos está a realização, em até 15 dias, de uma fiscalização integrada e emergencial em toda a área afetada, desde a foz do rio até a faixa costeira entre as praias do Bessa e Intermares. O MPPB também requer a apresentação de um plano preliminar de atuação conjunta entre os órgãos envolvidos, com definição de responsabilidades, cronograma e medidas imediatas.
A ação ainda solicita a implementação de um sistema provisório de monitoramento da qualidade da água, com coletas periódicas e relatórios mensais à Justiça, além de ações de limpeza, remoção de resíduos e desobstrução de pontos críticos.
Danos ambientais e impacto na população
De acordo com o Ministério Público, a medida judicial é resultado de um inquérito civil que identificou um cenário contínuo de degradação ambiental no Rio Jaguaribe e sua foz, com impactos diretos sobre os estuários e o litoral.
Entre os problemas registrados estão:
- presença de espuma branca com odor químico;
- turbidez acentuada da água;
- mortandade de peixes;
- manchas escuras e lançamento de esgoto;
- comprometimento da balneabilidade das praias.
Relatórios técnicos apontam mais de 150 pontos de pressão antrópica, incluindo ocupações irregulares, descarte de resíduos e falhas no saneamento básico.
Responsabilização e indenização
O MPPB pede ainda a condenação dos réus ao pagamento de indenização por danos morais coletivos, em valor a ser definido pela Justiça, devido aos impactos ambientais contínuos que afetam a saúde pública, o equilíbrio ecológico e as condições sanitárias da região.
Segundo os promotores responsáveis pela ação, a iniciativa busca garantir o direito constitucional ao meio ambiente equilibrado. “A ação civil pública tem por finalidade a proteção do meio ambiente, da ordem urbanística, da segurança coletiva e da integridade física da população”, destacaram.
Exigências específicas
A ação também detalha obrigações individuais, como:
- apresentação de plano de drenagem urbana por João Pessoa;
- levantamento de ocupações irregulares na bacia;
- medidas ambientais e de fiscalização em Intermares por Cabedelo;
- plano de cooperação do Estado;
- vistoria técnica e ações sancionatórias pela Sudema;
- diagnóstico e correções no sistema de esgotamento pela Cagepa.
No julgamento final, o Ministério Público pede a confirmação das medidas emergenciais e a implementação definitiva de um plano integrado de recuperação ambiental do Rio Jaguaribe e da área costeira afetada.
Por Paraíba Master