2 de outubro de 2026
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Nesta quinta-feira (26), a Justiça italiana aprovou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli

 Nesta quinta-feira (26), a Justiça italiana aprovou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli
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Zambelli deixou o país em maio do ano passado, mesmo após ter sido sentenciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão devido à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A decisão de hoje é da Corte de Apelação do país, que avalia o pedido de extradição apresentado pelo Supremo em relação à ex-parlamentar. Antes de o caso ser submetido à decisão final do governo italiano, a defesa ainda pode recorrer.

A defesa de Zambelli já declarou que irá recorrer. Não há um prazo estabelecido para uma resposta conclusiva.

O caso em andamento na Corte em Roma analisa a solicitação do STF para que Zambelli, detida após um pedido da Interpol no país europeu, seja remetida de volta à Justiça brasileira.

A ex-deputada possui cidadania italiana e saiu do Brasil em maio do ano passado, atravessando a fronteira com a Argentina. Ela também esteve nos Estados Unidos antes de chegar ao país europeu.

A partir desse ponto, ele postou uma mensagem nas redes sociais alegando ser alvo de perseguição e que ainda tinha a intenção de provar sua inocência.

Presa após entrar na lista da Interpol

O governo anunciou a prisão de Zambelli em julho do ano anterior. Ela constava na lista vermelha da Interpol e foi presa pelas autoridades de segurança do país europeu.

Depois de ser presa, Zambelli afirmou que preferia ser julgada no país europeu e que demonstraria sua inocência em relação à invasão do sistema do CNJ. A Justiça italiana optou por mantê-la detida durante o julgamento, considerando que existe o risco de fuga.

Nos meses recentes, o processo de extradição de Zambelli sofreu atrasos por várias razões e já teve quatro adiamentos de audiências. Na primeira, no final de novembro, a defesa de Zambelli participou de uma greve de advogados em Roma; na segunda, no mês seguinte, seus advogados submeteram novos documentos ao tribunal.

Sentença do STF

No dia 15 de maio de 2025, a Primeira Turma do STF, de forma unânime, condenou Zambelli e o hacker Walter Delgatti Neto pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os dois supostamente inseriram documentos falsificados em sistemas oficiais para questionar a legitimidade da Justiça brasileira.

Zambelli foi sentenciada a 10 anos de prisão em regime fechado e à perda do mandato, uma vez que a pena a ser cumprida em regime fechado excede 120 dias (limite estipulado pela Constituição Federal para ausência em sessões legislativas).

Delgatti, o hacker também condenado no caso, recebeu uma sentença de oito anos e três meses de prisão, cumprindo-a inicialmente em regime fechado.

Zambelli deixou o país em 25 de maio de 2025, atravessando a fronteira com a Argentina. A partir desse ponto, ela foi para os Estados Unidos antes de embarcar em um voo para Roma. A ex-deputada possui cidadania italiana.

No dia 7 de junho de 2025, o STF determinou a prisão definitiva dos dois indivíduos. A decisão foi tomada após o trânsito em julgado do processo, momento em que não há mais possibilidade de recursos da defesa e a pena deve ser cumprida definitivamente.

Naquele momento, Moraes negou os últimos recursos de Zambelli e decidiu encaminhar o pedido de extradição ao Ministério da Justiça. Zambelli estava afastada do cargo e, de acordo com a PF, saiu do país dias antes, no dia 25 de maio, atravessando a fronteira com a Argentina.

A ex-deputada enviou uma carta de renúncia

No mês de dezembro, o STF reafirmou a decisão que previa a cassação do mandato de Zambelli, anulando a decisão oposta da Câmara dos Deputados. Três dias depois, a deputada apresentou uma carta de renúncia à Casa.

Por Paraíba Master

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