Número de mortos em protestos no Irã pode ultrapassar 6 mil, dizem ativistas
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Ativistas de direitos humanos divulgaram nesta terça-feira um novo balanço sobre a repressão aos protestos no Irã, apontando um número de mortos significativamente maior do que o reconhecido pelo governo iraniano. Os dados foram apresentados pela Human Rights Activists News Agency (HRANA), organização com sede nos Estados Unidos que já demonstrou precisão em levantamentos anteriores sobre manifestações no país.
Segundo a HRANA, ao menos 6.159 pessoas morreram desde o início dos protestos. Desse total, 5.804 seriam manifestantes, 214 integrantes das forças ligadas ao governo, 92 crianças e 49 civis que não participavam diretamente dos atos. A repressão também teria resultado em mais de 42.200 prisões. A entidade afirma que cada morte é verificada por meio de uma rede de ativistas atuando dentro do Irã.
A Associated Press informou não ter conseguido verificar de forma independente os números divulgados, em razão do bloqueio prolongado da internet e da interrupção de ligações telefônicas internacionais para a República Islâmica.
O governo iraniano, por sua vez, reconhece um número bem menor de vítimas: 3.117 mortos. Segundo as autoridades, 2.427 seriam civis e membros das forças de segurança, enquanto os demais foram classificados como “terroristas”. Historicamente, no entanto, o regime iraniano já foi acusado de subnotificar ou omitir mortes em episódios de agitação interna.
De acordo com os ativistas, o atual número de mortos supera o de qualquer outra onda de protestos registrada no país em décadas e remete ao nível de violência observado durante o período da Revolução Islâmica de 1979.
Por Paraíba Master