3 de outubro de 2026
Abrir Player em Nova Janela

“O PCC e o comando vermelho nasceram das más condições carcerárias no Brasil” declara o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo

 “O PCC e o comando vermelho nasceram das más condições carcerárias no Brasil” declara o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo
#Compartilhe

Durante participação o Conexão Master especial desta Sexta-feira (5), o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo afirmou que o Brasil enfrenta um problema histórico de segurança pública que não pode ser atribuído a um único governo ou grupo político.

Cardozo destacou que esse tipo de ação não surgiu recentemente, lembrando que intervenções federais e operações militares já ocorreram em diferentes períodos da história brasileira. Segundo ele, a análise do tema deve considerar o contexto histórico para evitar interpretações influenciadas por disputas ideológicas. citou as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), implementadas no Rio de Janeiro durante os governos, do atual presidente Lula da Silva, e do então governador Sérgio Cabral, como exemplo de iniciativas voltadas à retomada do controle de áreas dominadas pelo crime organizado.

O ex-ministro também afirmou que o fortalecimento das facções criminosas estão ligado às condições precárias do sistema carcerário brasileiro.

como é que nasceram as organizações criminosas? Como é que elas nasceram? Só pegar os estudos, nasceram dentro dos presídios.  O PCC e o Comando Vermelho nasceram das más condições carcerárias no Brasil. Enquanto nós continuarmos mantendo essas más condições carcerárias, este quadro está dado. 

Outro ponto destacado foi a estrutura federativa da segurança pública. Para Cardozo, a principal responsabilidade pelo combate ao crime organizado está nas mãos dos estados, enquanto a União possui atribuições mais limitadas, concentradas principalmente na atuação da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal e das ações em áreas de fronteira.

Segundo Cardozo, o enfrentamento mais eficiente ao crime exige uma revisão das competências entre União, estados e municípios, além da integração entre os diferentes níveis de governo. Ele citou propostas em discussão no Congresso Nacional que buscam ampliar a coordenação das políticas de segurança pública em todo o país.

Ao final de sua exposição, o ex-ministro criticou a ideia de recorrer a intervenções ou apoio externo para solucionar os problemas da segurança pública brasileira. Para ele, o caminho passa pelo fortalecimento das instituições nacionais, pela reforma do sistema prisional e pela construção de políticas públicas permanentes de combate ao crime organizado.

“É assim que eu resolvo. Isto é soberania”, concluiu.

Por Paraíba Master

Relacionados