27 de setembro de 2026
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Operação da PCDF mira suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro no BRB e empresas ligadas ao grupo

 Operação da PCDF mira suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro no BRB e empresas ligadas ao grupo
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A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a Operação Insider para apurar um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que envolveria funcionários do Banco de Brasília (BRB), um servidor público federal, empresários e empresas associadas ao grupo investigado.

A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCor), com apoio do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, por meio da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, além da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

As investigações começaram depois que o próprio BRB identificou irregularidades em uma agência, incluindo operações suspeitas e possíveis falhas no cumprimento de normas internas de compliance por parte de um gerente. A partir dessas apurações, os investigadores passaram a rastrear movimentações financeiras que podem alcançar cerca de R$ 15 milhões, com indícios de transferências atípicas entre pessoas físicas e jurídicas, uso recorrente de dinheiro em espécie e possível ocultação de patrimônio.

Segundo a polícia, parte dos valores teria origem em uma fraude eletrônica de grande escala contra empresas privadas, com quantias que chegaram a ser bloqueadas dentro do sistema bancário.

Outro eixo da investigação envolve operações realizadas na BRB DTVM. Um servidor suspeito, responsável pela intermediação de carteiras de ativos, teria participado da negociação de três carteiras que somam mais de R$ 60 milhões. Logo após essas transações, ele teria recebido valores considerados incompatíveis com sua renda declarada.

Ao todo, estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de valores nas contas dos investigados, além da restrição de transferência de oito veículos de luxo e de um imóvel no DF.

Os investigados poderão responder por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

Por Paraíba Master

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