3 de outubro de 2026
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Operação Perfidus: Delegado é alvo de segunda denúncia do Ministério Público

 Operação Perfidus: Delegado é alvo de segunda denúncia do Ministério Público

Foto: Reprodução

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O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou nesta segunda-feira (3) uma segunda denúncia no âmbito da Operação Perfidus contra o delegado Braz Morroni e os agentes da Polícia Civil Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito. Desta vez, os investigados foram denunciados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, além de outros quatro suspeitos apontados como integrantes da organização criminosa.

Além dos três policiais civis, a denúncia inclui José Alexandrino de Lira Júnior, conhecido como “Júnior Lira”, João Wicttor Alves de Lima, Brendo Roberth Fernandes Sobral e Paulo Ricardo Barbosa de Souza, o “Galinha”. O Ministério Público pede a condenação de todos os denunciados, a perda definitiva dos cargos públicos dos policiais envolvidos, o confisco dos bens apreendidos ou bloqueados durante a investigação e o pagamento de, no mínimo, R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

Esta é a segunda denúncia apresentada pelo MPPB na Operação Perfidus. Na primeira, protocolada no fim de julho, Braz Morroni e os dois agentes já haviam sido denunciados por furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual. Segundo o Gaeco, o grupo desviava parte das drogas apreendidas durante operações policiais e registrava oficialmente apenas uma fração do material recolhido

A Operação Perfidus investiga uma suposta organização criminosa formada por policiais civis e particulares envolvidos com tráfico de drogas, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Durante a ofensiva, foram cumpridos nove mandados de prisão, 24 de busca e apreensão e determinado o bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens dos investigados. Na última sexta-feira (31), a Justiça converteu em preventivas as prisões temporárias dos principais investigados, entre eles Braz Morroni.

Por Paraíba Master

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