3 de outubro de 2026
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Pastor preso em Cajazeiras recebe apoio das instituições evangélicas que ressaltam perseguição; Saiba detalhes

 Pastor preso em Cajazeiras recebe apoio das instituições evangélicas que ressaltam perseguição; Saiba detalhes
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A Associação de Pastores Evangélicos da Paraíba (APEP) e a Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil – Seção Paraíba (OMEBE-PB) divulgaram, neste sábado (18), uma nota pública em que manifestam repúdio à prisão do pastor Leonardo Silva, ocorrida durante um culto religioso em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba.

No documento, as entidades afirmam que o episódio foi marcado por “aparente truculência policial, abuso de autoridade e intolerância religiosa”, alegando que a abordagem resultou na interrupção da celebração e na condução do pastor, algemado, até uma delegacia.

Apesar das críticas à atuação dos policiais envolvidos na ocorrência, a nota ressalta o reconhecimento ao trabalho desempenhado pela Polícia Militar da Paraíba (PMPB) e reafirma o compromisso das igrejas com o cumprimento das normas de convivência urbana, incluindo a chamada “Lei do Silêncio”.

Segundo a APEP e a OMEBE-PB, a fiscalização estatal “jamais pode servir de pretexto para a desproporcionalidade e o vilipêndio da fé”. As entidades sustentam que a queixa relacionada ao som alto já havia sido resolvida no local antes da intervenção policial e classificam como inadmissível o uso de força física e algemas contra o líder religioso.

A nota também destaca que a liberdade religiosa é um direito assegurado pela Constituição Federal, citando dispositivos que garantem a inviolabilidade dos locais de culto e vedam ao Estado embaraçar o funcionamento de cerimônias religiosas. Além disso, lembra que impedir ou perturbar cultos religiosos pode configurar crime previsto no Código Penal.

Ao final do documento, as entidades prestam solidariedade ao pastor Leonardo Silva e à igreja local, além de cobrar da Corregedoria da Polícia Militar da Paraíba uma apuração rigorosa dos fatos e a responsabilização dos agentes envolvidos, caso sejam constatadas irregularidades.

Por Paraíba Master

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