Permissionários repudiam candidato após gravações durante incêndio em Centro Comercial de João Pessoa
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A Comissão de Permissionários e a Administração do Centro Comercial de Passagem, em João Pessoa, divulgaram uma nota de repúdio contra o candidato a deputado estadual Lucas Caçula após o incêndio que atingiu o espaço na tarde de quinta-feira (27). Segundo os responsáveis pelo local, o candidato teria aproveitado o momento de comoção para produzir conteúdo com finalidade eleitoral.
A nota foi divulgada na madrugada desta sexta-feira (28). No documento, a comissão classificou a postura atribuída ao candidato como “oportunista e desrespeitosa” e afirmou que ele teria comparecido ao centro comercial não para prestar solidariedade ou ajudar os trabalhadores, mas para realizar gravações destinadas às redes sociais.
Entre as acusações apresentadas está a de que o candidato teria utilizado extintores de incêndio pertencentes ao estabelecimento durante as gravações, acionando os equipamentos para o alto. Para os permissionários, a atitude foi inadequada, principalmente porque os extintores poderiam ser necessários para o combate às chamas durante a ocorrência.
A comissão também declarou que a equipe de Lucas Caçula teria sido orientada a registrar a atuação do candidato no local com o objetivo de gerar engajamento nas redes sociais e ampliar sua exposição política.
Na nota, os responsáveis pelo Centro Comercial de Passagem destacaram ainda que o espaço passou por reformas na rede elétrica e dispõe de uma brigada de incêndio. Segundo a administração, a estrutura de segurança é mantida para proteger trabalhadores e clientes.
Os permissionários ressaltaram que as atividades realizadas no centro comercial garantem o sustento de cerca de 300 famílias. Inaugurado em 2006, o espaço fica no Parque Sólon de Lucena, na região central de João Pessoa, e reúne centenas de comerciantes que trabalham com produtos como eletrônicos, roupas e cosméticos.
Ao final do documento, a Comissão de Permissionários afirmou que não permitirá que o centro comercial seja utilizado como “palco político” e pediu respeito aos trabalhadores que dependem do local para garantir a própria renda.
Por Paraíba Master