PF analisa mensagens e prepara depoimento de Lulinha em investigação
A Polícia Federal deve intimar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para prestar depoimento em uma investigação que apura suspeitas de tráfico de influência no governo federal. A oitiva, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (18), deve ocorrer após os investigadores concluírem a análise do material encontrado no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha e também investigada no caso.
De acordo com a apuração da CNN Brasil, a PF trabalha com um cronograma preliminar que prevê, primeiro, a análise das mensagens trocadas desde 2023 e, posteriormente, os depoimentos dos envolvidos. Outras medidas judiciais antes do interrogatório não estão descartadas.
As conversas encontradas no aparelho de Roberta mencionam reuniões de negócios e contatos com integrantes do governo. Em uma troca de mensagens de março de 2024, Lulinha cita reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete do presidente Lula, e Swedenberger Barbosa, que ocupava a secretaria-executiva do Ministério da Saúde.
Uma das linhas de investigação apura se Lulinha teria utilizado sua proximidade com integrantes do governo para favorecer empresas parceiras. Entre os assuntos mencionados nas mensagens estão negociações relacionadas à autorização de comercialização de produtos à base de cannabis e tratativas envolvendo a Telebras.
A investigação teve origem na análise do celular de Roberta Luchsinger, apreendido durante uma operação relacionada às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A partir das mensagens, a PF solicitou ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito para apurar possíveis práticas de tráfico de influência.
Além disso, mensagens analisadas pela PF apontam para a compra de joias pela empresária para Marco Aurélio Santana Ribeiro. Segundo a Folha de S.Paulo, a defesa de Marcola afirma que as joias faziam parte de um empréstimo de R$ 249 mil já quitado e nega irregularidades.
A defesa de Lulinha questiona a autenticidade e o contexto dos diálogos e critica a divulgação seletiva de informações da investigação. Até o momento, não há conclusão de que Lulinha tenha cometido crime, e a apuração segue em andamento.
Por Paraíba Master