27 de setembro de 2026
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PF prende operadores financeiros do Comando Vermelho em operação contra esquema de lavagem de dinheiro e tráfico internacional

 PF prende operadores financeiros do Comando Vermelho em operação contra esquema de lavagem de dinheiro e tráfico internacional

Foto: Reprodução

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A Polícia Federal (PF) prendeu, ao longo do fim de semana, integrantes ligados ao Comando Vermelho (CV) investigados por atuação em um esquema de movimentação financeira que abastecia atividades criminosas no Rio de Janeiro e em outras regiões do país.

Segundo as investigações, o grupo seria responsável por estruturar a circulação, ocultação e disfarce de recursos obtidos ilegalmente, utilizados no financiamento da compra de armas de fogo de uso restrito e na aquisição de drogas no exterior, destinadas ao fornecimento da facção em diferentes estados.

Dois dos suspeitos foram localizados no Suriname durante ação de cooperação internacional. Eles foram detidos por autoridades locais e posteriormente deportados ao Brasil, onde foram presos em Belém (PA). Um dos investigados teria movimentado mais de R$ 150 milhões ao longo do período apurado, atuando na região de fronteira para viabilizar a compra de armamentos e entorpecentes. Já a mulher presa é apontada como responsável pela parte logística e financeira do esquema, com viagens ao país caribenho associadas a movimentações suspeitas de valores ilícitos.

Outros dois investigados foram capturados em território nacional. No Rio de Janeiro, um homem apontado como operador financeiro teria utilizado contas pessoais e empresariais para fragmentar os valores ilegais e efetuar pagamentos a fornecedores. Já em Tabatinga (AM), na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, outro suspeito foi preso sob acusação de administrar empresa usada para viabilizar o fluxo financeiro da organização criminosa na região amazônica, incluindo pagamentos ligados à logística de tráfico internacional de drogas e armas.

A ação faz parte da Operação Red Fox, conduzida pela Polícia Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF). Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva contra investigados apontados como peças-chave na estrutura financeira da organização.

De acordo com a PF, o esquema utilizava empresas de fachada, intermediários, depósitos fracionados, transferências via PIX e contas de passagem para dificultar o rastreamento dos valores e ocultar a origem ilícita dos recursos. O objetivo era garantir o financiamento contínuo das atividades criminosas, tanto no Brasil quanto no exterior.

A Justiça Federal também determinou o bloqueio, sequestro e indisponibilidade de bens, direitos e valores que podem chegar a quase R$ 500 milhões. A medida busca enfraquecer a capacidade financeira da organização, impedir a dispersão do patrimônio e interromper o fluxo de recursos ilícitos.

As ordens judiciais foram expedidas pela 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

Por Paraíba Master

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