PF vê indícios de cobrança de valores por enteado de Jaques Wagner em investigação do Banco Master
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A Polícia Federal (PF) identificou novas mensagens que, segundo os investigadores, reforçam a suspeita de que o secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Mendonça Sodré Martins, enteado do senador Jaques Wagner, cobrou pagamentos do empresário Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso envolvendo o antigo Banco Master.
De acordo com o relatório da PF, uma das conversas ocorreu em 4 de setembro de 2025. Nas mensagens, Eduardo Martins afirma que boletos venceriam no dia seguinte e solicita uma posição sobre os valores pendentes. Poucos minutos após a cobrança, os investigadores registraram uma tentativa de ligação para Augusto Lima, que não foi atendida.
Ainda segundo a investigação, Augusto Lima respondeu que enfrentava dificuldades financeiras em razão da situação do Banco Master, afirmando que estava tentando resolver o problema. O empresário chegou a sugerir o cancelamento de uma nota fiscal para posterior reemissão quando houvesse disponibilidade de recursos.
A PF sustenta que as mensagens reforçam a hipótese de que pagamentos relacionados à compra de um imóvel de luxo destinado ao senador Jaques Wagner teriam sido cobrados por meio de seu enteado. Os investigadores apuram se o apartamento, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, teria sido custeado com recursos ligados ao grupo empresarial de Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master. A suspeita integra um inquérito que investiga supostas fraudes financeiras e ocultação de vantagens indevidas.
Em entrevista concedida nesta sexta-feira (31), Jaques Wagner afirmou que pretende comprovar sua inocência e disse confiar que as investigações demonstrarão a inexistência de irregularidades. O senador também ressaltou que não comenta o mérito do inquérito por orientação de sua defesa.
Já o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), declarou que não pretende afastar Eduardo Mendonça Sodré Martins do cargo de secretário estadual do Meio Ambiente. Segundo ele, não há, até o momento, provas suficientes que justifiquem a exoneração do auxiliar, que continua exercendo suas funções enquanto responde às investigações.
Por Paraíba Master