3 de outubro de 2026
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Prêmio Vladimir Herzog celebra 50 anos do legado de Vlado e reconhece reportagens em defesa da democracia e dos direitos humanos

 Prêmio Vladimir Herzog celebra 50 anos do legado de Vlado e reconhece reportagens em defesa da democracia e dos direitos humanos

Foto: Divulgação

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Em uma noite marcada por homenagens e reflexões sobre memória e liberdade de expressão, a 47ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos premiou, nesta segunda-feira (27), trabalhos que destacaram a defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social. O evento, realizado no Teatro Tucarena, da PUC-SP, coincidiu com os 50 anos do assassinato do jornalista Vladimir Herzog, símbolo da resistência à ditadura militar.

A cerimônia começou com a exibição de imagens do ato ecumênico realizado no último sábado (25) na Catedral da Sé, em São Paulo — o mesmo local onde, em 1975, uma celebração inter-religiosa histórica reuniu cerca de 8 mil pessoas em protesto contra o regime militar. Durante o evento, também foi exibido o vídeo do pedido de perdão feito pela presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, às vítimas e familiares de mortos e desaparecidos políticos.

“São 50 anos do assassinato de Vladimir Herzog, o meu pai, no DOI-Codi. Meio século depois, o Brasil segue aprendendo que não há futuro sem memória, democracia sólida sem justiça e liberdade possível sem coragem”, afirmou Ivo Herzog, filho do jornalista. Ele destacou que o nome de seu pai “tornou-se sinônimo de resistência” e que o prêmio mantém viva essa memória “como tributo a todos que não se calam”.

Nova categoria homenageia a defesa da democracia

De forma inédita, a edição deste ano incluiu a categoria “Defesa da Democracia”, criada para reconhecer reportagens que abordam ataques às instituições, riscos ao Estado Democrático de Direito e a atuação das instituições públicas na preservação da democracia.
Os vencedores foram Allan de Abreu, com a reportagem “Os kids pretos: O papel da elite de combate do Exército nas maquinações golpistas” (Revista piauí), e o documentário “8/1 – A democracia resiste”, de Henrique Picarelli e equipe (GloboNews).

Menções e premiados por categoria

Entre os destaques das demais categorias, o programa “Caminhos da Reportagem”, da TV Brasil (EBC), recebeu menção honrosa na categoria Produção Jornalística em Vídeo com o episódio “Mães de Luta”, que narra a busca por justiça e reparação de mulheres vítimas da violência policial.

Confira os principais vencedores da 47ª edição:

Arte

  • Racismo Ambiental: A outra emergência – Diogo Braga, Defensoria Pública do Estado do Ceará (Fortaleza/CE)

Fotografia

  • Antes Que Ela Veja – Márcia Foletto, O Globo (Rio de Janeiro/RJ)

Áudio

  • Dois Mundos – 1º episódio – Vinicius Sassine e equipe, Folha de S.Paulo (Belém/PA)

  •  Menção honrosa: Projeto de Poder – 4º episódio, Igor Mello e equipe (ICL Notícias)

Multimídia

  • A Política da Bala – Artur Rodrigues e equipe (Metrópoles, São Paulo/SP)

  • Menção honrosa: Ogronegócio: milícia e golpismo na Amazônia – Daniel Camargos e equipe (Repórter Brasil, Belo Horizonte/MG)

Texto

  • Trabalho infantil na indústria tech – Isabel Harari e Carlos Juliano Barros, Repórter Brasil (São Paulo/SP)

  • Menção honrosa: Sorriso: Uma Biografia – Angélica Santa Cruz, revista piauí (São Paulo/SP)

Vídeo

  • Território em Fluxo – Iolanda Depizzol, Nina Fideles e equipe (Brasil de Fato, São Paulo/SP)

  •  Menção honrosa: Mães de Luta – Ana Passos e equipe (TV Brasil – EBC, Rio de Janeiro/RJ)

Livro-reportagem

Decaído – Sérgio Ramalho, Matrix Editora (Rio de Janeiro/RJ)

Por Paraíba Master

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