26 de setembro de 2026
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Presidente de Cuba acusa EUA de promover “genocídio político” e critica novas sanções

 Presidente de Cuba acusa EUA de promover “genocídio político” e critica novas sanções

Imagem: Adalberto Roque/AFP

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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, voltou a criticar as medidas adotadas pelo governo dos Estados Unidos contra a ilha e classificou o endurecimento das sanções e as restrições ao fornecimento de petróleo como uma forma de “genocídio político”.

A declaração foi feita neste domingo (26), durante um discurso em Havana, nas celebrações do 73º aniversário do ataque ao quartel de Moncada, ação liderada por Fidel Castro em 1953 contra o regime de Fulgencio Batista, então apoiado por Washington.

Durante a fala, Díaz-Canel também contestou um relatório recente do Departamento de Estado norte-americano que acusa Cuba de tentar influenciar estruturas do governo dos EUA e de apoiar uma suposta expansão de ações de grupos de esquerda considerados extremistas em território americano.

Segundo o presidente cubano, as acusações fariam parte de uma estratégia para responsabilizar Havana por problemas internos dos Estados Unidos. “Ao acusar Cuba, eles não estão apenas procurando um bode expiatório externo. Estão tentando encontrar alguém para culpar pelos protestos dos setores mais atingidos por uma economia que amplia as desigualdades”, afirmou.

Díaz-Canel declarou ainda que as novas medidas impostas por Washington servem como justificativa para manter a pressão econômica sobre Cuba e pediu o fim do embargo e das restrições ao setor energético.

A intensificação das sanções ocorre em meio a uma das mais graves crises econômicas enfrentadas pela ilha nas últimas décadas. O país tem registrado apagões frequentes, falta de combustível, dificuldades no transporte público e redução do calendário escolar devido à escassez de recursos energéticos.

O governo dos Estados Unidos, por outro lado, responsabiliza a administração cubana pela crise, alegando problemas de gestão econômica, baixa capacidade de investimento e falta de reformas estruturais.

O discurso de Díaz-Canel também teve tom de agradecimento a organizações internacionais que enviaram ajuda humanitária e materiais para Cuba. O presidente afirmou que o país não representa uma ameaça aos Estados Unidos ou a outras nações e defendeu uma relação baseada no respeito e na convivência pacífica.

O evento contou com apresentações culturais e a participação de milhares de apoiadores do governo cubano, integrando a programação oficial de uma das principais datas do calendário político da ilha.

 

Por Paraíba Master

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