Presidente Lula quer presentear brasileiros com canetas emagrecedoras Saiba mais
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (17) que pretende ampliar o acesso a medicamentos para tratamento da obesidade por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A declaração foi feita durante uma visita ao complexo industrial da Eurofarma, em Minas Gerais.
Segundo Lula, as chamadas “canetas emagrecedoras” deverão ser destinadas a pacientes que realmente necessitem do tratamento e utilizadas mediante acompanhamento médico. O presidente também defendeu que o uso dos medicamentos seja associado à prática de atividades físicas.
Durante o discurso, Lula alertou ainda para o risco de utilização indiscriminada dos medicamentos e criticou a possibilidade de distribuição sem orientação profissional. Para ele, cabe aos médicos avaliar quais pacientes podem se beneficiar do tratamento.
A possibilidade de disponibilizar esses medicamentos gratuitamente pelo SUS já vinha sendo discutida pelo governo federal. Em março, Lula havia defendido que o tratamento da obesidade com medicamentos deveria estar associado à prática de exercícios físicos.
Estudo avalia uso de semaglutida no SUS
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o governo federal está conduzindo estudos para avaliar a utilização de medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 em pacientes atendidos pela rede pública.
Uma das iniciativas é o estudo Real-Bari, que conta com um protocolo de pesquisa elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com a equipe técnica do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS).
A pesquisa prevê o acompanhamento de 250 pacientes do SUS com obesidade grave ou com a doença associada a outras condições de saúde. O objetivo é avaliar os efeitos e a segurança do tratamento com semaglutida nesse grupo.
A incorporação definitiva de medicamentos desse tipo ao SUS ainda depende de etapas técnicas e legais. Entre os fatores considerados está a análise de evidências científicas, definição dos pacientes que poderão receber o tratamento e elaboração de um protocolo clínico específico.
Fim da patente amplia possibilidade de produção
Um dos medicamentos estudados tem como princípio ativo a semaglutida. No Brasil, a patente relacionada à substância expirou em março de 2026, o que abre espaço para a produção de medicamentos similares e genéricos por outras empresas, conforme as regras regulatórias vigentes.
Padilha afirmou que o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) buscaram fabricantes interessados e com capacidade para produzir medicamentos à base de semaglutida no país.
Segundo o ministro, a iniciativa também levou em consideração orientações recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o acesso a medicamentos utilizados no tratamento da obesidade e seus possíveis impactos sobre outras condições de saúde.
Padilha ressaltou que eventual distribuição pelo SUS deverá ocorrer com critérios médicos e respaldo científico. O ministro também afirmou que a proposta não tem como objetivo transformar os medicamentos em uma solução estética, mas utilizá-los dentro de uma estratégia de tratamento da obesidade.
Como funcionam as chamadas canetas emagrecedoras
As chamadas canetas emagrecedoras são medicamentos aplicados por via subcutânea. Alguns dos princípios ativos dessa classe foram inicialmente desenvolvidos para o tratamento do diabetes tipo 2 e posteriormente passaram a ser utilizados também no controle da obesidade.
Entre os efeitos dos medicamentos está a atuação sobre mecanismos relacionados à saciedade e ao controle do apetite. Eles também podem influenciar a produção de insulina e o controle da glicose no organismo.
Apesar da popularização para fins de perda de peso, o tratamento deve ser realizado com indicação e acompanhamento de profissionais de saúde. A eventual oferta pelo SUS dependerá da definição dos critérios clínicos, dos resultados dos estudos e das demais etapas necessárias para a incorporação de medicamentos à rede pública.
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Por Paraíba Master