1 de outubro de 2026
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Produtos como carne, café e aviação ficam fora da nova tarifa dos EUA sobre exportações brasileiras

 Produtos como carne, café e aviação ficam fora da nova tarifa dos EUA sobre exportações brasileiras

Foto: Divulgação

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Produtos brasileiros dos setores de aviação civil, petróleo, carne bovina e café ficaram de fora da sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte das exportações do Brasil. Juntos, esses segmentos representaram cerca de um terço da pauta de produtos vendidos pelo país ao mercado norte-americano no primeiro semestre deste ano.

A medida foi anunciada nesta quarta-feira (15) pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), que definiu uma tarifa adicional sobre diversos itens brasileiros. Entre os produtos que também não serão afetados pela cobrança estão celulose, minério de ferro, ferro-gusa, laranja e suco de laranja.

Segundo as autoridades norte-americanas, a exclusão de alguns produtos ocorre porque eles não possuem produção interna suficiente nos Estados Unidos ou não são encontrados no mercado doméstico em condições consideradas economicamente viáveis. A decisão busca evitar impactos no abastecimento e possíveis efeitos negativos sobre a economia americana.

Apesar das isenções, outros setores brasileiros permanecerão sujeitos à nova tarifa. Entre eles estão o aço e o ferro, além de segmentos como vestuário, calçados, açúcar, etanol, medicamentos, máquinas agrícolas, equipamentos elétricos e outros produtos industrializados que não fazem parte da cadeia de aviação.

Nova tarifa entra em vigor em 22 de agosto

A sobretaxa de 25% foi anunciada após uma investigação conduzida pelo USTR e tem previsão de entrar em vigor no dia 22. O órgão norte-americano afirmou que a medida foi motivada por supostas práticas brasileiras consideradas prejudiciais aos interesses de agricultores, trabalhadores, empresas inovadoras e exportadores dos Estados Unidos.

O governo brasileiro contestou a decisão e afirmou que não reconhece a validade da investigação realizada pelo USTR. Em nota, Brasília declarou que não existem fundamentos que justifiquem a aplicação das novas tarifas.

O Brasil também informou que pretende recorrer aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional, e levar a questão à Organização Mundial do Comércio (OMC), por meio do sistema de solução de controvérsias da entidade.

 

Por Paraíba Master

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