26 de setembro de 2026
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Rádio Nacional celebra 90 anos e discute preservação histórica e futuro digital

 Rádio Nacional celebra 90 anos e discute preservação histórica e futuro digital

Foto: Divulgação

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O segundo dia do 7º Simpósio da Rádio Nacional, realizado na quinta-feira (21), reuniu pesquisadores, gestores de acervos e representantes de emissoras públicas e privadas para debater a preservação da memória radiofônica brasileira e a adaptação do meio ao universo digital. O evento celebra os 90 anos da emissora e reforça a importância do rádio como plataforma cultural e informativa.

Na mesa inaugural, “Importância histórica dos acervos das emissoras públicas e privadas: como preservar e ativar?”, Cesar Miranda Ribeiro, presidente do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ), destacou o valor histórico do acervo da Rádio Nacional e sua relação com a formação do museu. Segundo ele, boa parte da memória cultural brasileira preservada no MIS tem origem na parceria com a emissora, que remonta à década de 1970. Atualmente, o museu conta com mais de 53 mil itens, entre partituras, documentos e gravações, complementando o trabalho de preservação da própria Rádio Nacional.

Maria Carnevale, gerente de acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), abordou os desafios da digitalização de acervos, ressaltando a necessidade de critérios rigorosos de catalogação e a integração da tecnologia com o trabalho humano. Ela revelou que a EBC possui 7.280 fitas de rolo, 5.969 acetatos, 3.319 cópias em CD e mais de 153 mil páginas de roteiros de radionovelas, sendo que apenas 28,2% do acervo já foi digitalizado. Carnevale também enfatizou a importância de metadados detalhados para garantir que os conteúdos históricos possam ser localizados e reutilizados.

O simpósio também trouxe debates sobre a transformação digital das emissoras. Thays Gripp, coordenadora artística da Rádio Globo, explicou como a emissora se integrou a plataformas digitais, TV, redes sociais e podcasts, utilizando pesquisas constantes para adaptar sua programação ao público jovem e popular. Bruno Pinheiro, da Ozen FM, destacou o uso de inteligência artificial para automatizar a produção e distribuição de podcasts, mostrando como o rádio encontra novos caminhos na era digital.

A discussão sobre o rádio 3.0 incluiu ainda a participação de Juliana Paiva, que abordou novas métricas de audiência, e Gilberto Ramos, da Sputnik Brasil, que ressaltou o alcance internacional do rádio e seu papel como ferramenta de comunicação democrática. Ramos reforçou que, apesar das mudanças tecnológicas, o rádio permanece relevante e estratégico.

O simpósio foi transmitido ao vivo pelo YouTube e contou com debates que conectaram a história da radiodifusão brasileira ao futuro digital do setor.

Serviço:
Programação completa: 7º Simpósio Nacional do Rádio
Transmissão ao vivo: YouTube

Por Paraíba Master

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