Relatório da CPMI do INSS aponta suspeitas contra Lulinha e pede prisão preventiva
O relatório final da CPMI do INSS, que já ultrapassa 4 mil páginas e está em fase de leitura antes da votação, pede o indiciamento de 218 pessoas e traz acusações contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o documento, o empresário teria participado de um esquema de corrupção relacionado a fraudes em descontos de aposentadorias e pensões. O texto aponta que ele integrou uma organização criminosa e foi beneficiado com vantagens indevidas, como viagens, passagens aéreas e hospedagens custeadas com recursos ligados ao esquema.
O relatório também menciona uma suposta ligação de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como operador da organização criminosa.
Diante desses elementos, o relator da comissão, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), solicitou a prisão preventiva do empresário. O pedido se baseia, segundo o documento, em “indícios concretos de evasão”, que poderiam comprometer a aplicação da lei penal. A recomendação é que a Advocacia do Senado encaminhe a solicitação à Justiça.
De acordo com o relatório, Lulinha passou a morar na Espanha em 2025, após deixar o Brasil durante a Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Ele teria se estabelecido em Madri meses depois.
A defesa contesta as acusações e afirma que não há qualquer risco de fuga. O advogado Marco Aurélio de Carvalho declarou que não existem elementos que justifiquem a medida e destacou que o empresário esteve no Brasil entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano. Já o advogado Guilherme Suguimori informou que deve se manifestar oficialmente após a leitura completa do relatório.
No campo político, aliados do governo avaliam o pedido como uma medida de cunho político, com o objetivo de atingir o presidente em ano eleitoral. O relator, por sua vez, nega qualquer motivação política e afirma que o trabalho foi conduzido de forma técnica, com base em dados.
Recentemente, Alfredo Gaspar deixou o União Brasil e se filiou ao PL, a convite do senador Flávio Bolsonaro.
Por Paraíba Master