Renan Santos critica aumento do Bolsa Família e diz que recorrerá ao TSE
- 17 de setembro de 2026
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) afirmou nesta quinta-feira (17) que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o reajuste de 15% anunciado pelo governo federal para o Bolsa Família. A declaração foi feita durante agenda de campanha em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina.
O reajuste eleva o valor mínimo do benefício de R$ 600 para R$ 691. Já o valor médio pago às famílias passará de aproximadamente R$ 675 para R$ 777. Segundo a equipe econômica do governo, a atualização corresponde à reposição da inflação acumulada desde o início da gestão Lula, em 2023, até agosto deste ano.
Durante discurso, Renan classificou a medida como ilegal e afirmou que pretende apresentar uma ação à Justiça Eleitoral.
“O Lula aumentou em coisa de 100 reais o Bolsa Família. Isto é ilegal, estou ingressando com uma ação no TSE. Você não pode aumentar benefício social na época do período eleitoral”, declarou.
O candidato também acusou o governo de utilizar o reajuste com finalidade eleitoral e chamou a medida de “compra de voto”. Essas são alegações de Renan Santos, e a eventual ilegalidade do reajuste ainda deverá ser analisada pela Justiça Eleitoral caso a ação seja efetivamente protocolada.
Ação está sendo preparada
Segundo informações divulgadas pelo Diário do Poder, a ação está sendo preparada pelo corpo jurídico do partido Missão, em conjunto com Renato Battista, candidato a deputado estadual pela legenda em São Paulo. Renan afirmou que pretende levar o questionamento ao TSE para tentar suspender o reajuste.
O anúncio ocorre 17 dias antes do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro.
Proposta de Renan para o Bolsa Família
A discussão também está relacionada à proposta apresentada por Renan Santos para o programa social. Em seu plano de governo, o candidato defende a substituição do Bolsa Família por um modelo baseado em frentes de trabalho remuneradas e qualificação profissional.
Em entrevista recente, Renan afirmou que pessoas em condições de trabalhar seriam encaminhadas para frentes de trabalho e que, após três recusas de emprego, poderiam perder o benefício. Para pessoas sem condições de trabalhar ou residentes em locais sem oportunidades de emprego, ele defende a manutenção da assistência.
Até o momento, o que está confirmado é a intenção anunciada pelo candidato de recorrer à Justiça Eleitoral. A análise sobre a legalidade do reajuste caberá ao TSE caso a ação seja formalmente apresentada.