Resgates de trabalhadores em condição análoga à escravidão aumentam 368% na Paraíba
Foto: MPT/PB
A Paraíba registrou, em 2025, um aumento expressivo de 368% no número de trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão. Mais de 250 pessoas foram retiradas dessa situação no estado, segundo dados divulgados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
De acordo com o órgão, o trabalho análogo à escravidão não se restringe apenas à limitação do direito de ir e vir. A prática também é caracterizada por jornadas exaustivas, falta de descanso semanal, atividades excessivamente pesadas e condições degradantes no ambiente de trabalho.
O setor da construção civil concentrou o maior número de casos ao longo do último ano. Para a procuradora do Trabalho Marcela Asfora, apesar da relevância econômica do segmento, o crescimento da atividade precisa estar diretamente ligado ao cumprimento da legislação trabalhista e à garantia de condições dignas para os trabalhadores.
Durante as fiscalizações realizadas em obras, foram identificadas situações recorrentes de irregularidades, como alojamentos precários nos canteiros, instalações elétricas expostas, excesso de poeira, risco de alagamentos, ambientes sem ventilação adequada, além da ausência de sanitários e de água potável. Também foram constatados cenários com elevado risco de acidentes de trabalho.
Quando as irregularidades são confirmadas, o resgate dos trabalhadores é realizado pelos auditores-fiscais do trabalho, enquanto o Ministério Público do Trabalho adota as medidas legais cabíveis contra os empregadores responsáveis.
Por Paraíba Master