Setor agrícola paraibano avança pelo 6º ano seguido e movimenta R$ 3,6 bilhões
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O valor da produção agrícola na Paraíba atingiu a marca de R$ 3,59 bilhões em 2025. O número representa um avanço de 18,7% em relação ao ano anterior, quando o setor faturou R$ 3,03 bilhões, e marca o sexto ano consecutivo de expansão no estado. Os dados fazem parte da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Parte expressiva dessa alta é reflexo da inclusão de novas culturas no levantamento do IBGE. Pela primeira vez, itens como inhame (R$ 283 milhões), milho verde (R$ 89,8 milhões), acerola (R$ 15,2 milhões) e graviola (R$ 4,1 milhões) tiveram seus resultados contabilizados. Juntos, esses quatro produtos injetaram R$ 392,2 milhões na economia paraibana. Sem o acréscimo dessas lavouras, o crescimento estadual teria sido de 5,8%.
Com o índice de 18,7%, a Paraíba superou a média do Nordeste (11%) e nacional (18,4%), liderando o crescimento percentual entre os estados nordestinos. No cenário do país, ocupa a 22ª posição em valor total gerado no campo.
Destaques por cultura
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Abacaxi em alta recorde: A cultura registrou marco histórico ao ultrapassar R$ 1 bilhão em valor gerado (+49,6%). Com 331,9 milhões de frutos colhidos, o estado manteve a liderança nacional na produção da fruta, puxado por municípios como Pedras de Fogo e Itapororoca. O fruto encostou na cana-de-açúcar ao atingir 28% de participação no mercado local.
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Cana-de-açúcar lidera volume: A cana permanece no topo do faturamento estadual (29,7% do total), somando R$ 1,07 bilhão. Embora o montante financeiro tenha recuado 12,4% devido às variações de mercado, o volume colhido subiu 2,4%, totalizando 7,36 milhões de toneladas — o 9º maior volume do Brasil.
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Coco-da-baía em ritmo histórico: O estado colheu 94,8 milhões de frutos em 2025, o maior volume já registrado desde 2006. O resultado movimentou R$ 105,9 milhões e elevou a Paraíba ao 7º lugar no ranking nacional do produto.
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Fava resiste no topo: Mesmo com perda de 30,8% na safra em decorrência de variações climáticas nas áreas de sequeiro (1.965 toneladas), a Paraíba sustentou o posto de 2º maior produtor nacional do grão, atrás apenas do Ceará.
Queda nos grãos
Na contramão do resultado geral, o cultivo de cereais, leguminosas e oleaginosas (como feijão, milho em grão e algodão) enfrentou forte retração. O valor gerado por esse grupo despencou 46,9%, caindo para R$ 101,80 milhões. A seca reduziu a área colhida em 25,8% e provocou uma queda de 56,5% no volume físico produzido no estado.
Por Paraíba Master