2 de outubro de 2026
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Setor cultural no Brasil bate recorde de empregos em 2024, mas informalidade e desigualdade salarial persistem

 Setor cultural no Brasil bate recorde de empregos em 2024, mas informalidade e desigualdade salarial persistem

Foto: Reprodução

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Em 2024, o setor cultural brasileiro atingiu um marco histórico ao empregar 5,9 milhões de pessoas, o maior número registrado desde 2014, segundo dados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2013-2024, divulgado nesta sexta-feira (12) pelo IBGE. A participação do setor no mercado de trabalho manteve-se em 5,8%, repetindo o patamar de 2023.

O levantamento revela que os profissionais da cultura apresentam, em média, maior escolaridade do que a população ocupada na totalidade. Em 2024, 30,1% dos trabalhadores do setor possuíam ensino superior completo, contra 23,4% entre todos os ocupados.

Entre os estados, São Paulo (7,6%), Rio de Janeiro (7%) e Ceará (7%) registraram a maior proporção de pessoas atuando na área cultural. Já Acre (2,7%), Amapá (2,8%) e Rondônia (2%) ficaram com os menores índices. Entre as capitais, destacaram-se Florianópolis (10,7%), São Paulo (10,1%) e Manaus (9,4%).

Apesar da escolaridade elevada, o setor cultural apresenta maior informalidade, atingindo 44,6% em 2024, contra 40,6% da média geral. Os estados com maior informalidade foram Roraima (76,9%), Pará (74,1%) e Tocantins (71,5%), enquanto Santa Catarina (30%), Rio Grande do Sul (32,6%) e Paraná (33,2%) tiveram os menores índices.

No perfil ocupacional, a categoria de trabalhador por conta própria predominou, representando 43% dos trabalhadores da cultura. Empregados com carteira assinada no setor privado somaram 34,4%, e sem carteira, 14,3%. Para a população total ocupada, os autônomos foram 25,2%, e os empregados privados com e sem carteira, 37,4% e 12,3%, respectivamente.

O rendimento médio mensal do setor cultural foi de R$ 3.266 em 2024, apresentando queda de 2% em relação a 2023, quando o valor era R$ 3.331. No mesmo período, o rendimento médio de todos os ocupados cresceu 3,5%, chegando a R$ 3.108, reduzindo a diferença salarial entre a cultura e a economia geral de 11% para 5,1%.

Regionalmente, o Norte (-9,1%), Sudeste (-4,7%) e Centro-Oeste (-2,2%) registraram queda nos salários culturais, enquanto Nordeste (11,4%) e Sul (11,2%) tiveram aumento. A desigualdade de gênero também é mais intensa no setor: mulheres receberam R$ 2.560, enquanto homens ganharam R$ 3.898, uma diferença de cerca de 34%, acima dos 22% observados entre todos os trabalhadores.

Por Paraíba Master

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