S&P rebaixa nota de crédito do BRB pela segunda vez em menos de três meses
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A agência de classificação de risco S&P Global Ratings voltou a rebaixar a nota de crédito do Banco de Brasília (BRB), ampliando a pressão sobre a instituição financeira que enfrenta uma das maiores crises de sua história recente. O rating do banco caiu de “brB-/brB” para “brCCC+/brC”, classificação que indica elevada vulnerabilidade financeira e dependência de condições favoráveis para cumprir seus compromissos.
Segundo a S&P, a decisão foi motivada pela crescente incerteza em torno do plano de capitalização do BRB, considerado essencial para absorver perdas acumuladas nos últimos meses. A agência avalia que a execução desse plano se tornou o principal desafio da instituição, diante da necessidade de captar entre R$ 6 bilhões e R$ 8 bilhões para reforçar seu caixa.
O banco também continua sofrendo os impactos das investigações relacionadas ao Banco Master. De acordo com a S&P, há preocupações envolvendo a aquisição de ativos considerados problemáticos, além de questionamentos sobre governança corporativa, conflitos de interesse e a necessidade de recomposição de capital após a deflagração da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal.
O rebaixamento ocorre mesmo após a construção de uma operação de socorro financeiro que prevê um empréstimo de até R$ 6,5 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O acordo foi articulado com o Governo do Distrito Federal e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas ainda depende de aprovações técnicas e da conclusão do plano de negócios da instituição.
Em relatório, a S&P alertou que atrasos na capitalização ou a obtenção de recursos abaixo do necessário podem agravar ainda mais a situação do banco. A agência chegou a mencionar o risco de liquidação da instituição caso as medidas de reforço financeiro não sejam implementadas de forma eficaz.
Este é o segundo rebaixamento sofrido pelo BRB em menos de três meses, evidenciando a deterioração da confiança do mercado na capacidade de recuperação do banco estatal do Distrito Federal.
Por Paraíba Master