26 de setembro de 2026
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STF vai decidir se aceita denúncia contra Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo

 STF vai decidir se aceita denúncia contra Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo

Foto: reprodução

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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar, entre os dias 14 e 25 de novembro, se recebe ou não a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por coação no curso do processo. O julgamento ocorrerá em ambiente virtual, conforme informações do Agência Brasil.

Nesta etapa, os ministros da Primeira Turma decidirão se abrem uma ação penal contra o parlamentar, o que o tornaria réu no processo. Caso a denúncia seja aceita, haverá uma fase de instrução, em que acusação e defesa poderão apresentar provas e testemunhas.

De acordo com a denúncia, Eduardo Bolsonaro teria tentado intimidar o Supremo Tribunal Federal para que arquivasse a ação em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.

A PGR afirma que o deputado promoveu campanhas públicas pedindo que o governo dos Estados Unidos aplicasse sanções contra autoridades judiciais brasileiras, com o objetivo de pressionar e constranger o STF. Desde que deixou o Brasil, em março, alegando perseguição política, Eduardo vem mantendo reuniões nos Estados Unidos com membros do governo do presidente Donald Trump.

Neste ano, Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e o cancelamento dos vistos de ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, alegando “perseguição política” contra Jair Bolsonaro.

Defesa

Como o deputado não constituiu advogado no caso, o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo, determinou que a Defensoria Pública da União (DPU) assumisse sua defesa. Na sexta-feira (31), a DPU pediu que o STF rejeite a denúncia, alegando que Eduardo não foi responsável direto pelas sanções e que suas declarações se enquadram no exercício legítimo da liberdade de expressão e do mandato parlamentar.

O deputado foi denunciado junto com o jornalista Paulo Figueiredo, que o acompanha frequentemente em suas agendas em Washington (EUA). Contudo, os dois processos tiveram andamentos distintos devido à dificuldade de intimar o jornalista, que vive nos Estados Unidos há mais de 10 anos.

Na semana passada, Moraes determinou que Figueiredo seja intimado por meio de carta rogatória, procedimento que envolve a cooperação diplomática e judicial entre os dois países, o que deve tornar o trâmite mais demorado.

Por Paraíba Master

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