26 de setembro de 2026
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Sudema terá 60 dias para instalar placas sobre qualidade da água nas praias da Capital

 Sudema terá 60 dias para instalar placas sobre qualidade da água nas praias da Capital

Foto: Reprodução

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O juiz Antônio Carneiro de Paiva Júnior, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou que a Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema) reinstale, em até 60 dias, placas informativas sobre a balneabilidade nas praias de João Pessoa. A medida integra uma ação judicial que busca combater o despejo irregular de esgoto em trechos da orla da capital paraibana.

A decisão foi tomada durante audiência pública realizada na última sexta-feira, reunindo representantes da Sudema, Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Prefeitura de João Pessoa, entidades ambientais e outros órgãos envolvidos na discussão sobre a preservação ambiental das praias urbanas.

Conforme a determinação judicial, as placas deverão trazer informações atualizadas sobre a qualidade da água e ser instaladas em pontos estratégicos e de fácil acesso aos banhistas. A iniciativa pretende ampliar a transparência e garantir que a população tenha acesso aos dados de monitoramento das praias.

Durante a audiência, também ficou definido que a Sudema passará a analisar líquidos poluentes encontrados em galerias pluviais identificadas pela Secretaria de Infraestrutura (Seinfra). Além disso, estudos sobre a qualidade da areia das praias de João Pessoa deverão ser realizados em parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

A ação foi movida pelo Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas contra a Prefeitura de João Pessoa, a Cagepa, a Sudema e o Governo da Paraíba. A entidade denuncia problemas estruturais nos sistemas de saneamento e drenagem, apontando impactos ambientais causados pelo lançamento de esgoto sem tratamento.

No mês passado, o magistrado já havia determinado medidas emergenciais para conter o despejo irregular de esgoto nas praias de Cabo Branco, Tambaú, Manaíra e Bessa. Entre as ações exigidas estavam a criação de um plano de contenção, monitoramento da água e da areia, reinstalação das placas de balneabilidade e restrições a novas ligações de esgoto em áreas sem capacidade comprovada de tratamento.

Na decisão, o juiz ressaltou a gravidade da situação e destacou os impactos da poluição para a saúde pública, o turismo e o meio ambiente marinho. O acompanhamento das medidas seguirá sendo feito pela Justiça, com novas reuniões previstas para os próximos meses.

Por Paraíba Master

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