1 de outubro de 2026
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Tênis de Sophie Cunningham pela Adidas esgota após lançamento; jogadora volta a defender restrições a atletas trans no esporte feminino

 Tênis de Sophie Cunningham pela Adidas esgota após lançamento; jogadora volta a defender restrições a atletas trans no esporte feminino

Foto: Reprodução

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O primeiro tênis exclusivo da armadora Sophie Cunningham, do Indiana Fever, lançado pela Adidas, teve forte procura e esgotou em grande parte dos tamanhos poucas horas após chegar ao mercado na última sexta-feira (24). O lançamento ocorreu dias depois de a atleta voltar a se manifestar publicamente contra a participação de mulheres transgênero em competições esportivas femininas.

A popularidade de Cunningham tem crescido dentro e fora das quadras. Na atual temporada da WNBA, a jogadora apresenta médias de 9,3 pontos, 2,4 rebotes e 1,3 assistências por partida, além de aproveitamento de 42,9% nos arremessos de três pontos. O Indiana Fever ocupa a quinta colocação da liga, com 17 vitórias e 10 derrotas.

Cunningham reafirma posição sobre atletas trans

Na semana passada, a armadora voltou a defender que atletas transgênero não participem de competições femininas. Em entrevista à ESPN e, posteriormente, em conversa com jornalistas antes de um jogo do Indiana Fever, Cunningham afirmou que mantém a mesma opinião sobre o tema.

“Eu disse o que disse. Acho que é uma questão de bom senso. E acho que sempre acreditarei nisso. Acho muito importante proteger as crianças, e isso inclui as meninas. Mantenho o que disse”, declarou a jogadora.

Cunningham também afirmou que sua posição não está relacionada a questões partidárias ou alinhamento político.

“Não sou uma pessoa muito política”, disse.

Segundo a atleta, sua manifestação está ligada à defesa das categorias femininas no esporte e à preservação de direitos conquistados pelas mulheres. Ela citou o Título IX, legislação dos Estados Unidos que proíbe discriminação por gênero em programas educacionais, incluindo atividades esportivas.

“É por isso que existe o Título IX. É por isso que temos algumas das maiores atletas do esporte feminino. Se o esporte feminino não fosse protegido, não ouviríamos falar de nenhuma mulher no esporte”, afirmou.

A jogadora também rejeitou acusações de que suas declarações representariam rejeição à comunidade trans.

“Eu não desgosto de ninguém. Há espaço para amar a todos”, declarou Cunningham.

Ela acrescentou que pretende manter sua posição, afirmando que considera importante defender o que chama de direitos das mulheres no esporte.

“Também estou aqui para amar as mulheres biológicas, e acho que existem direitos que precisam ser protegidos. Nunca vou vacilar nas minhas crenças. Mas nunca afirmei que odiava a comunidade trans”, completou.

Indiana Fever afirma que opinião é pessoal

Após as declarações da atleta, o Indiana Fever divulgou um comunicado destacando que as opiniões de Cunningham são individuais e não representam a posição oficial da franquia.

“Nossos jogadores são adultos ponderados, com suas próprias perspectivas e opiniões, e esses pontos de vista pertencem a eles”, afirmou o clube.

A equipe também reforçou o compromisso com um ambiente considerado inclusivo para torcedores e integrantes da organização.

“Estamos comprometidos em acolher torcedores de todas as origens e tratar todos com respeito, e isso é o que nos guia como organização”, informou o Indiana Fever.

 

Por Paraíba Master

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