26 de setembro de 2026
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Tensão no Oriente Médio pode impactar preços de petróleo e gás e abrir oportunidades para o Brasil, avalia IBP

 Tensão no Oriente Médio pode impactar preços de petróleo e gás e abrir oportunidades para o Brasil, avalia IBP

Foto: Reprodução

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O agravamento do conflito no Oriente Médio pode provocar fortes oscilações no mercado internacional de petróleo e gás natural, especialmente se houver interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz. O alerta foi feito pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), que aponta riscos diretos ao abastecimento global e às principais economias asiáticas.

Responsável pela passagem de aproximadamente um quarto de todo o petróleo exportado no mundo, o Estreito de Ormuz é rota estratégica para produtores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã. A região também concentra importantes corredores de escoamento de gás natural.

Segundo a entidade, uma eventual escalada das hostilidades pode pressionar as cotações internacionais das commodities energéticas. Bloqueios marítimos ou ataques a estruturas de produção e transporte teriam potencial para interromper cadeias de suprimento, afetando sobretudo países altamente dependentes da importação de energia, como China, Índia e Japão.

O IBP avalia que, em um cenário de prolongamento do conflito, essas economias poderiam sofrer perda de competitividade, além de enfrentar aumento expressivo nos custos energéticos.

Brasil como alternativa segura

Diante da instabilidade geopolítica, o instituto destaca que o Brasil pode se consolidar como fornecedor estratégico no mercado internacional. O país é atualmente o nono maior exportador de petróleo do mundo e destina cerca de dois terços de suas exportações à Ásia.

Além do ambiente regulatório considerado estável, o petróleo brasileiro é apontado como competitivo por apresentar baixo teor de enxofre e menor intensidade de emissões de carbono.

Defesa de novos investimentos

O IBP reforça a necessidade de manutenção e ampliação dos investimentos em exploração e produção para garantir segurança energética no longo prazo. Entre as áreas consideradas prioritárias está a Margem Equatorial, vista como nova fronteira com potencial de expansão da oferta.

Para a entidade, o fortalecimento do setor é fundamental tanto para ampliar as exportações quanto para evitar que o Brasil volte à condição de importador líquido de petróleo na próxima década.

Por Paraíba Master

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