30 de setembro de 2026
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Trump cancela ataques ao Irã e volta a falar em acordo de paz; Teerã nega aprovação

 Trump cancela ataques ao Irã e volta a falar em acordo de paz; Teerã nega aprovação

Foto: Reprodução

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (11) o cancelamento de uma nova rodada de ataques militares contra o Irã e voltou a afirmar que um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio estaria próximo de ser concluído. A declaração, porém, foi imediatamente contestada por autoridades iranianas, que negaram ter aprovado qualquer entendimento com Washington.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que as negociações foram elevadas ao mais alto nível da liderança iraniana e que os “pontos finais” do acordo teriam sido aprovados. Segundo ele, a decisão levou ao cancelamento dos bombardeios que estavam previstos para esta quinta-feira. O presidente norte-americano acrescentou que o bloqueio naval imposto ao Irã continuará em vigor até a assinatura formal do acordo.

Apesar do anúncio, a agência estatal iraniana Fars informou que “nenhum texto para o memorando de entendimento inicial com os Estados Unidos foi aprovado”, contradizendo diretamente a versão apresentada pela Casa Branca.

A movimentação ocorre após dias de intensificação do conflito. Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques nesta semana, mesmo após um cessar-fogo considerado frágil. A escalada incluiu bombardeios americanos contra instalações iranianas e respostas de Teerã com mísseis e drones direcionados a interesses dos EUA na região.

Segundo fontes diplomáticas, mediadores do Catar e de outros países do Oriente Médio seguem atuando para viabilizar um acordo que inclua a reabertura do Estreito de Ormuz e novas negociações sobre o programa nuclear iraniano. No entanto, ainda existem divergências importantes entre as partes, o que mantém a incerteza sobre a possibilidade de um acordo definitivo.

O anúncio de Trump repercutiu nos mercados internacionais, com queda nos preços do petróleo e valorização das bolsas americanas, reflexo da expectativa de redução das tensões em uma das regiões mais estratégicas para o abastecimento mundial de energia.

Por Paraíba Master

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