Trump destaca avanços, mas pontos críticos travam negociações de paz na Ucrânia
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Estados Unidos, Rússia e Ucrânia relataram progresso nas negociações para encerrar a guerra no leste europeu, mas destacaram que questões-chave ainda impedem um acordo.
No domingo (28), o presidente americano Donald Trump conversou por telefone com Vladimir Putin e, mais tarde, se encontrou com Volodymyr Zelensky na Flórida. Apesar de afirmar avanços, Trump disse não ter prazo definido para o fim do conflito. “Há uma ou duas questões muito espinhosas, questões muito difíceis, mas acho que estamos indo muito bem”, afirmou.
Entre os principais impasses estão:
Usina nuclear de Zaporizhzhia: controlada pela Rússia, a maior da Europa. Zelensky propõe operação conjunta com os EUA, dividindo a eletricidade produzida. Trump elogiou Putin pela gestão da usina, destacando que ele “não está bombardeando” o local.
Concessão de territórios: a Rússia reivindica Donbas, Zaporizhzhia e Kherson, enquanto Kiev resiste. Trump sugeriu ceder terras para evitar novas invasões. O Kremlin reforçou que a Ucrânia precisa retirar tropas de Donbas para alcançar a paz. Zelensky, por sua vez, se diz aberto a um referendo, condicionado a um cessar-fogo de pelo menos 60 dias.
Segundo estimativas russas, Moscou controla atualmente cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia, grande parte de Donbas, Zaporizhzhia, Kherson e pequenas áreas de outras regiões.
Por Paraíba Master