Trump insiste em anexar a Groenlândia e pressiona aliados europeus
Fabrice Coffrini/AFP
Em discurso realizado nesta quarta-feira durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a mencionar a possibilidade de um acordo com a Dinamarca envolvendo a Groenlândia. Sem detalhar os termos da proposta, Trump afirmou que não pretende recorrer ao uso da força para viabilizar uma eventual adesão da ilha ao território norte-americano, mas indicou que outras medidas poderiam ser consideradas caso haja rejeição.
Durante a fala, o presidente também fez declarações direcionadas à Europa e à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Nós nunca pedimos nada além do necessário. Vocês podem dizer sim, e nós apreciaremos muito, ou podem dizer não, e nós lembraremos que uma América forte e segura significa uma Otan forte”, afirmou. A declaração foi interpretada como um sinal de que, na visão de Trump, o futuro da aliança militar estaria ligado à incorporação do território aos Estados Unidos.
Ao se referir à Groenlândia, Trump utilizou expressões como “um pedaço de gelo” e afirmou que os Estados Unidos deveriam ter assumido o controle da região após a Segunda Guerra Mundial, período em que tropas americanas atuaram no combate e expulsão das forças alemãs do território.
Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar na segunda-feira (19) que “não há mais volta” em seu plano de assumir o controle da Groenlândia — território dinamarquês localizado no Ártico —, líderes europeus ajustaram o discurso adotado até então e passaram a adotar um tom mais duro em resposta às declarações.
Por Paraíba Master