Wagner Moura e pesquisadora Mariangela Hungria entram na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo da revista Time
- 15 de abril de 2026
Foto: Reprodução
Após sucesso internacional, Wagner Moura aparece na capa da revista Time e figura na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo
Descrito como “charme discreto” e “antídoto analógico”, Wagner Moura, ator brasileiro que ganhou o Globo de Ouro pelo filme Agente Secreto, figurou como uma das personalidades presentes na clássica lista das 100 pessoas mais influentes do mundo. Além disso, ele estampa uma das capas da revista.
O sucesso vem ao longo do último ano, impulsionado pela estreia do filme brasileiro Agente Secreto, que faturou dois Globos de Ouro e recebeu cinco indicações ao Oscar. Wagner Moura foi o principal rosto do longa, participando de diversos programas americanos com o objetivo de promovê-lo.
Outros nomes também aparecem na lista, como as atrizes Zoe Saldaña e Dakota Johnson, o cantor Luke Combs e o estilista Ralph Lauren.
Wagner Moura não é o único brasileiro a figurar na lista. Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa, também foi incluída. O reconhecimento ocorre em um momento de maior atenção global à sustentabilidade e à busca por soluções que conciliem produtividade agrícola e preservação ambiental.
Especialista em agronomia e microbiologia, Mariangela construiu uma carreira sólida dedicada ao estudo de microrganismos do solo e suas aplicações na agricultura. Ao longo de décadas de pesquisa, ela desenvolveu tecnologias baseadas no uso de microorganismo capazes de fixar o nitrogênio presente no ar, permitindo que as plantas absorvam esse nutriente de forma mais natural e eficiente.
Esse avanço tem impacto direto na redução da dependência de fertilizantes químicos, cuja produção é cara e ambientalmente prejudicial. Com a aplicação dessas soluções biológicas, produtores conseguem diminuir custos, aumentar a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir a emissão de gases de efeito estufa associados à fabricação e ao uso de insumos industriais.
No Brasil, as tecnologias desenvolvidas por Mariangela Hungria já são amplamente utilizadas, especialmente em culturas como a soja, contribuindo para o fortalecimento do agronegócio nacional. Seus estudos também têm repercussão internacional, sendo considerados referência em práticas agrícolas mais sustentáveis.
Dessa forma, o trabalho da pesquisadora não apenas impulsiona ganhos econômicos no campo, mas também se insere em um contexto mais amplo de combate às mudanças climáticas e de promoção de sistemas alimentares mais equilibrados e sustentáveis.
Além disso, Mariangela Hungria já conquistou um prêmio considerado o “nobel” em agricultura e alimentação.
Por Paraíba Master