Após caso Zambelli, Câmara tira plenário de decisões e avança sobre Ramagem e Eduardo Bolsonaro
Foto: reprodução
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comunicou a aliados que o pedido de perda de mandato do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ) não será levado ao plenário. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na trama golpista, Ramagem terá a situação analisada diretamente pela Mesa Diretora, nos moldes adotados no caso da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP).
A decisão faz parte de uma estratégia para evitar novo desgaste institucional com o STF, após a Câmara ter rejeitado a cassação de Zambelli e, posteriormente, ser obrigada a cumprir a determinação judicial. A avaliação interna é de que submeter casos com efeitos automáticos definidos pelo Judiciário ao plenário amplia tensões e custos políticos.
No mesmo movimento, Motta indicou que a Mesa também deve decidir sobre a situação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A expectativa é de definição mais rápida, possivelmente até esta quarta-feira, já que o parlamentar ultrapassou o limite de faltas em sessões deliberativas.
Já o caso Ramagem pode ficar para mais adiante, apesar da pressão do PL para adiar a decisão para o próximo ano. Segundo interlocutores, Motta deixou claro que, independentemente do calendário, não pretende levar o tema ao plenário. Atualmente nos Estados Unidos, Ramagem deixou o país após ser condenado a 16 anos de prisão. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse não ter sido informado oficialmente, mas afirmou não estar surpreso com a condução do caso.
Por Paraíba Master