2 de outubro de 2026
Abrir Player em Nova Janela

Boletim Focus de 2026 aponta estabilidade nas projeções e leve alta na inflação prevista para o ano

 Boletim Focus de 2026 aponta estabilidade nas projeções e leve alta na inflação prevista para o ano

Foto: Reprodução

#Compartilhe

O primeiro Boletim Focus de 2026, divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central, mostra um cenário de estabilidade nas principais expectativas do mercado financeiro. Das quatro medianas acompanhadas semanalmente, apenas a projeção para a inflação de 2026 sofreu alteração, com leve alta de 4,05% para 4,06%.

A pequena variação de 0,01 ponto percentual interrompe uma sequência de oito semanas consecutivas de queda nas estimativas inflacionárias. Há um mês, a previsão do mercado para o IPCA ao fim de 2026 era de 4,16%. Para os anos seguintes, as projeções seguem inalteradas há nove semanas: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028.

A inflação oficial do país é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2025 é de 3%, com margem de tolerância que vai de 1,5% a 4,5%. A prévia da inflação de dezembro, o IPCA-15, registrou alta de 0,25%, levando o acumulado em 12 meses a 4,41%, dentro do limite estabelecido pelo governo. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse foi o segundo mês seguido em que a inflação anual ficou dentro da banda de tolerância. Em novembro, o indicador já havia recuado para 4,5%, após permanecer acima do teto desde janeiro. O pico do período ocorreu em abril, quando o índice acumulado chegou a 5,49%.

No campo da atividade econômica, o Boletim Focus manteve as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O mercado espera expansão de 1,8% em 2026 e 2027, enquanto para 2028 a estimativa é de crescimento de 2%.

As expectativas para o câmbio também permanecem estáveis. A projeção é de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,50, valor que se mantém há 12 semanas. Para 2027, o mercado também aposta em R$ 5,50, e para 2028, em R$ 5,52.

Em relação à taxa básica de juros, a Selic, o mercado prevê um ciclo de queda nos próximos anos. Após encerrar 2025 em 15% ao ano, a taxa deve recuar para 12,25% em 2026, 10,50% em 2027 e 9,75% em 2028.

Atualmente, a Selic está no patamar mais alto desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após cair até 10,5% em maio do ano passado, os juros voltaram a subir a partir de setembro de 2024, chegando a 15% na reunião de junho e permanecendo nesse nível desde então.

A elevação da Selic é utilizada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) como instrumento para conter a inflação, ao encarecer o crédito e estimular a poupança, reduzindo o ritmo do consumo e da atividade econômica. Por outro lado, quando os juros caem, o crédito tende a ficar mais barato, o que pode impulsionar a produção e o consumo, ao mesmo tempo, em que reduz o controle sobre a inflação.

Por Paraíba Master

Relacionados