27 de setembro de 2026
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Mercado eleva projeção da inflação em 2026 para 4,36% diante de tensões geopolíticas

 Mercado eleva projeção da inflação em 2026 para 4,36% diante de tensões geopolíticas

Foto: Divulgação

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A expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, subiu de 4,31% para 4,36% neste ano, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central (BC). A pesquisa semanal reúne as previsões de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país.

A alta nas projeções ocorre em meio às incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio. Apesar da revisão, a estimativa ainda se mantém dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central é de 3%, com variação permitida de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que define o teto em 4,5% e o piso em 1,5%.

Em fevereiro, o IPCA registrou avanço de 0,7%, puxado principalmente por transporte e educação, mostrando aceleração frente ao aumento de 0,33% observado em janeiro. No acumulado em 12 meses, o índice recuou para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. Os números referentes a março, já considerando possíveis impactos do conflito internacional, serão divulgados pelo IBGE na próxima quinta-feira (9).

Para 2027, a previsão de inflação passou de 3,84% para 3,85%, enquanto para 2028 e 2029 as estimativas permanecem em 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic e política monetária

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal instrumento para controlar a inflação. Atualmente, a Selic está em 14,75% ao ano, após redução de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Antes do agravamento do conflito no Oriente Médio, a expectativa era de um corte maior, de 0,5 ponto.

O Banco Central destaca que a Selic alta visa frear a demanda e conter a inflação, tornando o crédito mais caro e estimulando a poupança, mas pode frear o crescimento econômico. Em contrapartida, cortes na taxa tendem a baratear o crédito, incentivar o consumo e a produção, mas reduzem o controle sobre a inflação.

Segundo o Boletim Focus, a Selic deve encerrar 2026 em 12,5% ao ano e, nos anos seguintes, seguir em trajetória de queda: 10,5% em 2027, 10% em 2028 e 9,75% em 2029. O próximo encontro do Copom está marcado para os dias 28 e 29 de abril.

PIB e câmbio

O mercado manteve a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 1,85% para 2026. Para os anos seguintes, as projeções são de 1,8% em 2027 e 2% em 2028 e 2029. Em 2025, o PIB avançou 2,3%, segundo o IBGE, com destaque para o setor agropecuário.

Quanto à moeda americana, a expectativa é que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,40, subindo levemente para R$ 5,45 ao final de 2027.

Por Paraíba Master

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