Ex-vereadora do Rio de Janeiro, Luciana Novaes morre aos 42 anos após complicação neurológica; cidade decreta luto oficial
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A ex-vereadora do Rio de Janeiro Luciana Novaes (PT) morreu nesta segunda-feira (27), aos 42 anos, após sofrer uma grave complicação neurológica. A informação foi confirmada pela assessoria da ex-parlamentar.
De acordo com a equipe, Luciana estava internada quando apresentou uma intercorrência súbita e grave, compatível com rompimento de aneurisma cerebral, o que provocou uma piora acentuada de seu quadro clínico. Em seguida, ela foi submetida ao protocolo de morte encefálica, procedimento médico que confirma a ausência total e irreversível das funções cerebrais.
Em razão da morte, o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) decretou luto oficial de três dias na cidade, medida publicada em edição extraordinária do Diário Oficial.
Assistente social de formação, Luciana Novaes tinha trajetória marcada pela superação. Em 2003, ficou tetraplégica após ser atingida por uma bala perdida dentro do campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio. Após o episódio, retomou os estudos, formou-se em Serviço Social e concluiu pós-graduação em Gestão Governamental.
Na vida pública, foi eleita vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT) por três mandatos, a partir de 2016, tornando-se a primeira pessoa tetraplégica a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal do Rio. Em 2023, retornou ao Legislativo como suplente.
Ao longo da atuação parlamentar, concentrou sua agenda em políticas de inclusão e acessibilidade, com base em sua experiência pessoal como pessoa com deficiência e vítima de violência urbana. Presidiu a Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência e foi autora de iniciativas legislativas voltadas à mobilidade urbana acessível.
Entre seus projetos, destaca-se a Lei 8.781/2025, que institui a Política Municipal de Rotas Acessíveis no município, além de propostas que ampliam o acesso de estudantes com deficiência a escolas próximas e garantem adaptações em processos avaliativos para alunos com deficiência intelectual.
Luciana também atuou em pautas relacionadas aos direitos da população idosa, inclusão de pessoas em situação de rua, combate à desigualdade social, transparência e enfrentamento à corrupção.
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro divulgou nota de pesar. O presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), lamentou a morte e destacou a trajetória da ex-vereadora, afirmando que ela “transformou a própria dor em propósito e construiu uma história marcada pela luta, coragem e compromisso com o próximo”.
Por Paraíba Master