29 de setembro de 2026
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Greve dos técnicos da UFPB completa três meses sem previsão de encerramento

 Greve dos técnicos da UFPB completa três meses sem previsão de encerramento

Foto: Reprodução

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A greve dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) completou três meses nesta segunda-feira (9). A paralisação foi retomada após o vencimento do prazo previsto em um acordo firmado entre a categoria e o governo federal ao término da greve realizada em 2024.

De acordo com o coordenador do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (Sintespb), Peterson Vilar, o novo movimento grevista foi motivado pelo não cumprimento de compromissos assumidos pelo governo. Entre as principais reivindicações está a implantação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), cuja implementação deveria ter ocorrido até abril deste ano.

Segundo o sindicalista, o acordo firmado em 2024 previa uma série de medidas com prazos de execução de até dois anos. Como parte dessas demandas não foi atendida, os servidores decidiram retomar a mobilização para cobrar o cumprimento do que foi pactuado.

Além da implantação do RSC, a categoria reivindica a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais sem redução salarial e avanços em questões relacionadas ao plano de carreira dos técnico-administrativos.

A greve tem impactado diversos serviços da universidade. Bibliotecas e setores administrativos operam de forma reduzida ou permanecem com atividades suspensas, afetando diretamente estudantes e a rotina acadêmica.

A estudante Camile Luna afirma que muitos alunos dependem da estrutura oferecida pela instituição para estudar e que a paralisação tem dificultado o desempenho acadêmico. Ela destaca que a falta de acesso às bibliotecas e a ausência de técnicos em laboratórios prejudicam o desenvolvimento das atividades, apesar da compreensão em relação às reivindicações dos servidores.

Já a estudante Melissa Sorrilla relata que a greve também tem provocado atrasos em processos administrativos. Segundo ela, coordenações de cursos têm informado aos alunos sobre dificuldades para atender às demandas devido ao número reduzido de servidores em atividade.

Apesar de ainda não haver uma previsão para o fim da paralisação, o Sintespb afirma que as negociações com o governo federal avançaram nos últimos meses. A expectativa da categoria é pela publicação de um decreto que já passou pelo Ministério da Gestão e aguarda assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Casa Civil.

De acordo com Peterson Vilar, a formalização desse decreto poderá viabilizar o atendimento das reivindicações acordadas ainda durante a greve de 2024 e abrir caminho para o encerramento do movimento.

Por Paraíba Master

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