3 de outubro de 2026
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Bolsonaro presta depoimento à Polícia Civil do DF sobre arma registrada em seu nome apreendida em blitz

 Bolsonaro presta depoimento à Polícia Civil do DF sobre arma registrada em seu nome apreendida em blitz

Foto: Reprodução

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) presta depoimento nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal no inquérito que apura a apreensão de uma arma de fogo registrada em seu nome durante uma abordagem policial. A oitiva está marcada para as 15h e será realizada presencialmente na residência de Bolsonaro, em Brasília.

A decisão de manter o depoimento presencial partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a Polícia Civil inicialmente avaliar a possibilidade de realizar o procedimento por videoconferência.

Um delegado e agentes da corporação irão até o local para colher as declarações do ex-presidente. A defesa de Bolsonaro está autorizada a acompanhá-lo durante todo o depoimento e poderá se reunir com ele a partir das 14h para preparação antes da oitiva, sem restrição de duração.

A investigação busca esclarecer como a pistola registrada em nome de Bolsonaro foi encontrada dentro do veículo de outra pessoa, sem a documentação necessária, em uma região distante da residência do ex-presidente. Entre os pontos que devem ser questionados estão a origem da entrega da arma, a data em que ela foi repassada e o motivo do transporte.

Ainda não há previsão sobre a duração do depoimento nem sobre quando o inquérito será concluído. Investigadores avaliam que a apuração pode apresentar novos desdobramentos ao longo do processo.

Embora o caso esteja sendo conduzido inicialmente pela esfera da Justiça do Distrito Federal, o depoimento não deve ser encaminhado automaticamente ao STF. No entanto, existe a possibilidade de Alexandre de Moraes solicitar acesso ao conteúdo da oitiva.

O depoimento ocorre um dia antes do fim do prazo de 90 dias da prisão domiciliar humanitária temporária concedida por Moraes a Bolsonaro, que termina nesta quarta-feira (24). O resultado da investigação sobre a arma poderá ser considerado na análise de uma nova decisão judicial.

Entenda o caso

A arma foi apreendida na madrugada de 15 de junho durante uma blitz realizada pela Polícia Militar do Distrito Federal. O objeto estava no veículo conduzido por Estácio Leite da Silva Filho, militar do Exército que dirigia um carro oficial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Durante a abordagem, um policial encontrou a pistola e pediu explicações ao condutor. Segundo o militar, a arma seria levada para manutenção e posteriormente devolvida ao proprietário.

Após a apreensão, a polícia identificou que o registro do armamento estava em nome de Jair Bolsonaro. A defesa do ex-presidente confirmou que a arma pertence a ele e informou ao STF que Bolsonaro teria solicitado o conserto após identificar um problema no equipamento.

Os advogados também sustentam que não havia decisão judicial determinando a entrega das armas ou o cancelamento dos registros de Bolsonaro, mesmo após a condenação relacionada à tentativa de golpe, e afirmam que, por isso, não haveria irregularidade na posse do armamento.

Por Paraíba Master

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