Fifa recua em suspensão de Balogun após pressão política e decisão gera polêmica internacional antes de duelo com a Bélgica
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A Federação Internacional de Futebol (Fifa) voltou atrás na suspensão aplicada ao atacante Folarin Balogun, dos Estados Unidos, após a expulsão do jogador na Copa do Mundo, em decisão que provocou forte reação internacional e colocou o processo disciplinar da entidade sob escrutínio.
O caso ganhou dimensão política depois de relatos de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria conversado diretamente com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, pedindo a revisão da punição. Pouco depois, a entidade confirmou a reversão da suspensão automática, permitindo que o atacante atue contra a Bélgica, nas oitavas de final desta segunda-feira (6).
Balogun havia sido expulso durante o segundo tempo da partida contra a Bósnia e Herzegovina, após uma entrada considerada dura em Tarik Muharemovic. O cartão vermelho foi aplicado com auxílio do VAR, em decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus, gerando protestos da comissão técnica norte-americana.
Com a revisão da Fifa, o jogador de 25 anos passa a cumprir um período probatório. Segundo a entidade, caso ele volte a cometer infração semelhante, a suspensão poderá ser restabelecida, além de eventuais sanções adicionais previstas no regulamento disciplinar.
A decisão foi confirmada pela própria Fifa, que destacou ter prerrogativa para suspender total ou parcialmente punições disciplinares. A Federação de Futebol dos Estados Unidos aceitou o desfecho, enquanto Trump celebrou publicamente a medida nas redes sociais, agradecendo à entidade pela “correção de uma injustiça”. A Casa Branca também reagiu de forma positiva.
A mudança, no entanto, gerou forte desconforto entre outras seleções. Jogadores teriam sido informados da decisão apenas pouco antes dos treinos, e técnicos rivais questionaram os critérios adotados. O treinador dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino, afirmou que a maioria dos profissionais do futebol considerava a expulsão excessiva, mas reconheceu que o VAR confirmou a decisão em campo.
Já o técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, criticou a falta de clareza sobre a revisão da punição, levantando dúvidas sobre os limites da autoridade da Fifa em casos disciplinares. A Federação Belga também reagiu com surpresa, argumentando que o regulamento prevê suspensão automática em casos de cartão vermelho e que pretende avaliar medidas cabíveis.
O episódio reacende debates sobre a consistência das decisões disciplinares no futebol internacional e sobre possíveis interferências externas em processos conduzidos pela entidade máxima do esporte.
Casos semelhantes já ocorreram em edições anteriores do torneio e em competições classificatórias, quando suspensões foram parcialmente revistas ou adiadas, permitindo a participação de atletas em jogos decisivos.
Por Paraíba Master