aproximadamente 17 ministros deixam seus cargos para disputar as eleições de 2026
Acaba hoje o prazo de renuncias de cargos para concorrer às eleições deste ano. Ao total, 18 ministérios tiveram trocas de titular e dessas pastas, 16 já estão sob novo comandos.
Nesta última sexta-feira (3), o governo publicou a exoneração dos ministros Geraldo Alckmin (Ministério da Indústria, Comércio e Serviços), e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).
Um caso particular é o do ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, que foi dispensado do cargo para assumir a liderança do Ministério da Agricultura e Pecuária. Na prática, ele não saiu do governo; apenas assumiu o lugar do titular anterior, Carlos Fávaro.
As mudanças na Esplanada acontecem devido ao término do prazo para desincompatibilização, uma medida prevista na legislação eleitoral que se encerra sempre seis meses antes da data estipulada para o primeiro turno das eleições.
O prazo de desincompatibilização é o intervalo legal no qual um ocupante de cargo ou função pública (como ministros, secretários, juízes ou diretores de estatais) deve se afastar de suas responsabilidades para poder concorrer a um cargo eletivo.
Os cargos de presidente e vice-presidente são as únicas exceções, podendo estes permanecer em suas funções.
Em reunião ministerial realizada na terça-feira passada (31), o presidente Lula afirmou que, em relação à reforma decorrente da regra da desincompatibilização, decidiu não nomear para cargos ministeriais indivíduos que não ocupam atualmente posições na Esplanada. De acordo com o petista, ele tomou essa decisão para garantir a continuidade dos trabalhos em curso nos ministérios.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio:
Sai: Geraldo Alckmin (PSB); para concorrer à reeleição como vice-presidente.
Entra: Márcio Elias Rosa, secretário-executivo da pasta.
Relações Institucionais:
Sai: Gleisi Hoffmann (PT); que deve concorrer ao Senado no Paraná.
Entra: substituto ainda não foi anunciado. Após a exoneração da ministra, fica no lugar dela o atual secretário-executivo, Marcelo Costa, de forma interina.
Casa Civil:
Sai: Rui Costa (PT); deve concorrer ao Senado na Bahia, estado que governou por oito anos;
Entra: Miriam Belchior, secretária-executiva da pasta.
Fazenda:
Sai: Fernando Haddad (PT), deve se candidatar ao governo de São Paulo
Entra: Dario Durigan, secretário-executivo da pasta.
Transportes:
Sai: Renan Filho (MDB); deve disputar o governo de Alagoas, onde já foi governador por dois mandatos.
Entra: George Santoro, atual secretário-executivo da pasta.
Portos e Aeroportos:
Sai: Silvio Costa Filho (Republicanos); tinha o plano de ser candidato ao Senado por Pernambuco, mas deve se candidatar à reeleição para deputado no estado;
Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca, atual secretário-executivo da pasta.
Planejamento e Orçamento:
Sai: Simone Tebet (PSB); deve concorrer ao Senado em São Paulo.
Entra: Bruno Moretti, atual Secretário de Análise Governamental da Casa Civil
Meio Ambiente:
Sai: Marina Silva (Rede); pode mudar de partido e também se lançar ao Senado por São Paulo.
Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco, atual secretário-executivo da pasta.
Direitos Humanos e Cidadania:
Sai: Macaé Evaristo (PT); que deve concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Entra: Janine Mello dos Santos, atual secretária-executiva da pasta.
Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar:
Sai: Paulo Teixeira (PT); que vai disputar a reeleição como deputado federal por São Paulo;
Entra: Fernanda Machiaveli, atual secretária-executiva da pasta.
Ministério da Educação:
Sai: Camilo Santana (PT), que deve coordenar a campanha de Elmano Freitas (PT) ao governo do Ceará, mas também pode ser o candidato do partido ao cargo.
Entra: Leonardo Barchini, atual secretário-executivo da pasta.
Esportes:
Sai: André Fufuca (PP), é deputado atualmente e deve ser candidato ao Senado pelo Maranhão;
Entra: Paulo Henrique Cordeiro Perna, atual secretário de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social do Ministério do Esporte
Cidades:
Sai: Jader Filho (MDB), que vai se candidatar a deputado federal pelo Pará.
Entra: Antônio Vladimir Lima, atual secretário executivo da pasta.
Igualdade Racial:
Sai: Anielle Franco (PT), que vai disputar sua primeira eleição disputando uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro;
Entra: Rachel Barros de Oliveira, atual secretária executiva da pasta.
Povos Indígenas:
Sai: Sônia Guajajara (PSOL), que disputará a reeleição como deputada federal por São Paulo;
Aquicultura e Pesca:
Sai: André de Paula (PSD), que chefiará o Ministério da Agricultura e Pecuária;
Entra: Rivetla Edipo Araujo Cruz, atual secretário-executivo da pasta.
Agricultura e Pecuária:
Sai: Carlos Fávaro (PSD), que deve se candidatar a reeleição como senador pelo Mato Grosso.
Entra: André de Paula, antes ministro da Pesca e Aquicultura
Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte:
Sai: Márcio França (PSB); deixou o cargo e deve se candidatar às eleições em São Paulo — é cotado como uma das alternativas a vice de Fernando Haddad, ou pode concorrer ao Senado pelo estado.
Entra: Tadeu de Alencar, ex-deputado federal pelo PSB.
Por Paraíba Master