Caixa comprova cada vez mais distância do ‘escândalo master’e prova ao TCU que não fez negócios também com o BRB – gestão Carlos Vieira vai sendo aplaudida em pleno incêndio. Saiba mais
A Caixa Econômica Federal (CEF) comunicou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que decidiu não adquirir carteiras de crédito do Banco de Brasília (BRB), conforme documento acessado pela coluna. A decisão foi fundamentada em um processo de investigação minuciosa, incluindo uma análise de riscos prévia a fusões e/ou aquisições, por exemplo.
O BRB, envolvido na crise do Banco Master, teria demonstrado interesse em ceder os direitos creditórios, ou seja, as dívidas a receber. Assim, poderia receber os valores à vista, com um desconto.
A Caixa, assim como o Banco do Brasil (BB), declarou ao TCU que não pretende federalizar o BRB, o que significa que não deseja assumir o controle da instituição. A medida, vista como um risco financeiro e político, surgiu como uma possível opção de socorro em resposta ao rombo bilionário resultante de operações malsucedidas com o Banco Master, de Daniel Vorcaro. Caso fosse realizada, a operação deslocaria o prejuízo para a União.
“Informamos que a CAIXA não recepcionou qualquer iniciativa, sob ótica societária, envolvendo o BRB, bem como não tem interesse em federalizar aquela instituição. Adicionalmente, a CAIXA recepcionou, em 28/11/2025, manifestação interesse do BRB em realizar cessão de carteiras de crédito. Nesse sentido, iniciaram-se tratativas e um processo de due diligence. No entanto, a CAIXA já manifestou que não tem interesse em dar seguimento ao processo”, declarou a Caixa ao TCU.
Em 27 de fevereiro, a Caixa respondeu ao pedido do relator do processo, ministro Bruno Dantas. O juiz não apenas solicitou informações ao BB e à Caixa, mas também exigiu posicionamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério da Fazenda. O período era de 15 dias.
O subprocurador-geral Lucas Furtado, que representa o Ministério Público junto ao TCU (MPTCU), solicitou à Corte de Contas que se pronunciasse após debates sobre uma possível federalização do BRB em meio à crise financeira e de reputação.
Em comunicado, o BNDES afirmou que mantém uma relação de colaboração com o Tribunal de Contas da União e que não conduziu nenhum estudo sobre a federalização do BRB. Ademais, a política operacional do BNDES proíbe o apoio a investimentos e despesas de qualquer tipo a bancos, caixas econômicas e agências de fomento.
Por sua vez, a Caixa afirmou manter uma relação de colaboração constante com o TCU e respondeu ao órgão no dia 17 de março, esclarecendo que não tem interesse nem realiza nenhum estudo sobre a federalização do Banco de Brasília (BRB).
Por Paraíba Master