Caminhoneiros realizam protestos e exigem votação da MP do Frete antes do prazo final
- 14 de julho de 2026
Foto: Reprodução
Caminhoneiros iniciaram, desde a última segunda-feira (13), uma série de paralisações em diferentes regiões do Brasil para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória nº 1.343, conhecida como MP do Frete. As manifestações foram registradas em acessos ao Porto de Santos (SP), Porto de Itajaí (SC), Porto de Suape (PE) e na BR-040, em Luziânia (GO). A categoria cobra agilidade na análise da proposta, que pode perder a validade caso não seja apreciada pelos senadores até a próxima quinta-feira (16).
No Porto de Santos, considerado o maior complexo portuário do Hemisfério Sul, houve um bloqueio parcial no acesso à margem direita. De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), a interdição durou menos de uma hora e a passagem de veículos foi liberada sempre que solicitada. O órgão informou ainda que o protesto não provocou impactos nas operações do porto, que seguiram funcionando normalmente.
Em outros estados, os atos também ocorreram de forma organizada, sem registro de grandes transtornos ao tráfego. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que acompanha a movimentação nas rodovias federais e destacou que, até o momento, não houve interdições causadas pelos manifestantes, mantendo o fluxo de veículos nas estradas monitoradas.
A MP do Frete altera pontos da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas e estabelece novos mecanismos para fiscalizar o cumprimento da tabela de fretes. Além disso, a proposta prevê a criação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para trabalhadores celetistas do transporte de cargas, medida considerada uma das principais reivindicações da categoria.
A expectativa dos caminhoneiros é que o Senado coloque a matéria em votação antes do fim do prazo de vigência da medida provisória. Caso isso não ocorra, a MP perderá a validade, o que pode interromper a implementação das mudanças previstas para o setor de transporte rodoviário de cargas e frustrar as reivindicações defendidas pelos profissionais durante as mobilizações realizadas em todo o país.